A importância da pesquisa na Graduação?
Não é possível falar de um tema tão relevante em tempo escasso ou poucas folhas, mas tentarei condensar de tal modo que facilite a compreensão.
A concepção de ciência que temos é um produto histórico bem definido,que remonta sua origem possivelmente no momento em que o sistema feudal foi substituído pelo modo capital.
A partir disso os estudos e a ciência passou a ser naturalista centrada num sistema capital econômico cujo domínio era realizado da igreja e pela força do capital que direcionava a produção de conhecimento para fins específicos de acumulo desse capital.
Uma coisa interessante é que a força do capital não permitia que a víssemos a realidade nua e crua e por isso na faculdade aprendíamos e aprendemos que a ciência surgiu do interesse do homem de conhece a essência das coisas.
Pura balela. Hoje isso está mudando, mas a força capital ainda impera abruptamente escondendo a realidade sobre o objeto.
Essa ideia proposta de que a ciência surgiu do interesse do homem em conhecer a essência é uma ideia no mínimo ingênua e indutivista, pois a ciência explica as leis gerais das relações do controle dos fenômenos naturais porque o capital exigia isso porque precisava e precisa controlar o fenômeno natural para aumentar o capital. Os marcos hitoricos nos mostram isso claramente renascimento, reforma protestante, revolução cientifica.
A partir daí surgiu a ciência que explica as leis gerais dos fenômenos sociais, mas assim como a ciência natural, surgiu por necessidade políticas sociais e econômicas tendo como expoente Kant, Decartes entre outros e o iluminismo entre outras coisas.
Isso posto, surgiu a ciência pautada pelo empirismo, determinismo cujo o métodos eram experimentais e observações, além da replicalidade e operacionismo, num modelo aplicado a tal das ciências humanas, mas isso passou a ser contestado por que as características históricas influenciam também.
Tentar definir as leis gerais é uma coisa muito seria porque envolve a complexidade do ambiente, o papel do observador e a relação teórica do objeto.
Esses conceitos são conceitos importantíssimos porque podem mudar tudo. A ciências humanas gera o objeto, as naturais recorta da natureza, sendo assim, pensar no ser humano puro é muita igenuidade , é indutivismo.
Abordagem qualitativa nas ciências humanas vê o ambiente natural, descritivo, ênfase nos processos, ênfase nos significados, valorização do dado verbal e analise indutiva.
Nos anos 80 tava uma disputa entre as abordagens quali e quanti em que parecia que uma era boazinha e outra mazinha, era uma politização como se uma fosse incompatível da outra em modo de reconhecer o mundo, mas quando emparelhadas o que se vê não és isso e hoje em dia na formulação de teorias reconheceu-se que há coisas comuns e que ambos são interessantes e o que dirá qual o método utilizado será o objeto.
Nos dois modelos a formulação contém características em comum como; Objetivo, determinação de dados necessários, identificação das fontes, escolha dos procedimentos de coleta de dados e interpretação dos dados.
Diante disto surgem as duas perguntas que me parecem mais importantes:
Por que pesquisar?
Qual deve ser o sentido nas pesquisas nas ciências humanas?
Agente se depara com alunos de graduação e ainda pior, nos deparamos com alunos de pós graduação que tremem na base diante dessas perguntas. É inconcebível que uma formação não prepare alunos para uma perspectiva tão importante.
Respondendo a primeira pergunta, pesquisamos para criar teorias e respondendo a segunda pergunta, devemos criar teorias boas, teorias que sejam capazes de intervir na realidade, mas pesquisas boas são aquelas fundamentadas por pesquisas, não por mera influencia particular ou inferência.
Quando se intervem na realidade com uma possivel teoria a primeira pergunta que deve surgir é: De onde vem essa perspectiva? A hipótese deve partir de uma pesquisa válida, contundente, consistente para que a partir disso seja possivel atuar de modo transformado
r.

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