Analise descritiva do texto A Transformação Socialista do Homem de Lev Vygotsky, feito por Harley Pacheco de Sousa, estudante de psicologia da universidade São Marcos.
A leitura desse texto sugere o interesse para leitura da obra original, tendo em vista que essa obra é um recorte pessoal no que se refere ao conteúdo autentico.
Segundo o autor, a psicologia cientifica afirma que o modelo psicológico do homem vem de linhas evolutivas que se pautam na evolução biológica oriunda do homo sapiens e da adaptação que o humano passou. Com base no material adquirido comparações entre os homens primitivos e os atuais deram indícios de que houve mudanças no tipo biológico humano durante o desenvolvimento histórico do homem.
Portanto não é possível afirmar que a evolução biológica se estagnou e que a espécie humana está estável e constante, mas os processos biológicos estão em plano de fundo e tornaram-se parte reduzida das novas leis que governam o desenvolvimento social humano. (as mudanças não seriam apenas de cunho biológico)
Passamos a considerar o desenvolvimento histórico do homem e isso joga o biológico para segundo plano e as novas leis que regulam o curso da historia humana e os processos de desenvolvimento material e mental agora toma seu lugar.
Como o sujeito só existe como ser social, a composição de sua personalidade e a estrutura de seu comportamento é determinada pelos grupos. Já a constituição psicológica dos primitivos pode ser vista como dependente do desenvolvimento da tecnologia, das forças de produção e da estrutura do grupo que o sujeito faz parte.
Essa dependência da consciência pode ser vista mais obviamente nos primitivos porque essas determinantes são mediadoras entre o processo tecnológico e psicológico, uma relação mais complexa pode ser vista em uma sociedade mais desenvolvida porque a influencia sobre a estrutura psicológica não se dá diretamente, mas mediada por fatores materiais e espirituais, mas até aqui, a lei do desenvolvimento histórico humano, que proclama serem os seres humanos criados pela sociedade representa o fator determinante na formação de suas personalidades, permanece em vigor.
Segundo o autor, a sociedade é divida em classes, portanto podemos dividir a composição da personalidade, a psicologia deve levar em conta o fato básico, confirmar o caráter de natureza de classe e distinções de classes que são responsáveis pela formação humana e as várias contradições internas que são encontradas nos diferentes sistemas sociais encontra sua expressão tanto no tipo de personalidade quanto na estrutura da psicologia humana naquele período histórico.
O autor enfatiza que em Marx freqüentemente o tema da corrupção da personalidade humana é provocada pelo crescimento da sociedade capitalista industrial. A divisão entre o trabalho intelectual e o físico, a separação entre a cidade e o campo, a exploração cruel do trabalho da criança e da mulher, pobreza e a impossibilidade de um desenvolvimento livre e completo do pleno potencial humano, ócio e luxo, resultam no tipo humano diferenciado e fragmentado em vários tipos nas diversas classes sociais que permanecem em contraste umas às outras, mas também na corrupção e distorção da personalidade humana e sua sujeição a um desenvolvimento inadequado, unilateral em todas estas diferentes variantes do tipo humano.
Como resultado do avanço do capitalismo, o desenvolvimento da produção material trouxe simultaneamente consigo a divisão progressiva do trabalho e o crescente desenvolvimento distorcido do potencial humano.
Atualmente o trabalho da criança representa um exemplo particularmente horrorizante da deformação do desenvolvimento psicológico humano. Na busca por trabalho barato e devido à simplificação extrema das funções que os trabalhadores têm que levar a cabo, o recrutamento em larga escala de crianças tornou-se possível, o que resulta em um desenvolvimento retardado, ou um completamente unilateral e distorcido que acontece na idade mais impressionante, quando a personalidade da pessoa está sendo formada.
A mais fundamental e importante contradição em toda esta estrutura social consiste no fato que dentro dela, sob pressão inexorável, estão evoluindo forças para sua destruição, e estão sendo criadas as precondições para sua substituição por uma nova ordem baseada na ausência da exploração do homem pelo homem.
Assim não só se demonstra que a combinação do trabalho industrial com a educação provou serem uns meios de criar pessoas plenamente desenvolvidas, mas também que o tipo de pessoa que será exigida para trabalhar neste processo industrial altamente desenvolvido, diferirá substancialmente do tipo de pessoa era o produto do trabalho voltado para a produção durante o período inicial do desenvolvimento capitalista.
Não importa qual característica particular e definidora do tipo psicológico humano que tomemos, seja nos períodos iniciais ou recentes do desenvolvimento do capitalismo, em todos os casos nós encontraremos sempre um significado e um caráter duplos em cada característica crucial.
Alteração no modelo tem três raízes básicas.
A primeira delas consiste no fato mesmo da destruição das formas capitalistas de organização e produção e das formas de vida social e espiritual.
A segunda fonte de qual emerge a alteração de homem reside no fato de que ao mesmo tempo em que as velhas correntes desaparecem, o enorme potencial positivo presente na indústria de grande escala, o já crescente poder dos homens sobre a natureza, será liberado e tornado operativo.
Terceira fonte que inicia a alteração de homem é mudança nas próprias relações sociais entre as pessoas. Se as relações entre pessoas sofrem uma mudança, então junto com elas as idéias, padrões de comportamento, exigências e gostos também mudarão.
A educação deve desempenhar o papel central na transformação do homem, nesta estrada de formação social consciente de gerações novas, a educação deve ser a base para alteração do tipo humano histórico.

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