O analista do comportamento altera contingências de reforçamento, se interessa pelos comportamentos e pelos sentimentos. O instrumento são as contingencias. O que se chama sentimento é comportamento respondente interagindo com operantes. Contingencias são os fenômenos comportamentais que englobam, estimulo, físicos ou simbólicos, o comportamento, o biológico, o fisiológico e relação do homem com essa contingencia.

O analista deve se atentar que porque um comportamento não está se manifestando isso não quer dizer que ele se extinguiu, mas pode estar sendo emitido outro comportamento que melhor caiba na situação. Mas que o cliente continue a responder em sentido respondente.

O analista deve estar atento para descobrir porque o cliente fala sobre tal assunto na sessão. Em função de que contingências ele está agindo, da maneira como o vem fazendo e falando.

O analista deve estar atento primeiro aos comportamentos que o cliente chama de sentimento, lembrando que estes devem estar sob – controle natural evitando coloca-los sob controle de regras e auto regras. (regra em analise do comportamentos são descrições das contingencias e auto regra acontece quando o próprio organismo descreve). Em segundo lugar, comportamentos operantes sob controle de regras, auto-regras e selecionados por contingências arbitrárias são mais prontamente modelados e mantidos que os sentimentos, mas não por isso precisa ser, necessariamente, a prioridade do terapeuta. (contingencia arbitraria é a ambiente não real).

Deve usar técnicas graduais como modelagem, contingencias de reforçamento positivo e consequências naturais evitando consequências arbitrárias e reforçamento coercitivo a não ser que não existam alternativas. Não devemos acelerar o processo, mas estar sempre à frente, sem se limitar apenas ao que o cliente pode fazer. Sem ficar sob controle do cliente. A terapia é processo interacional, de influência recíproca entre terapeuta e cliente.

Os comportamentos o cliente devem ser selecionados e mantidos por naturalmente. Deve ser fortalecido os desejáveis e enfraquecido os indesejáveis, pode ser usado consequências arbitrarias, mas essas devem ser substituídas por naturais o mais rápido possível.

O cliente convive com quem quiser, então, o terapeuta deve incluir em suas analises e procedimentos os comportamentos dessas pessoas, pensando no que é reforçador para elas e o que lhe é aversivo, pois o comportamento destes pode ser função do comportamento do cliente. O terapeuta deve fazer as analises, mas não deve submeter o cliente passivamente as condições sociais, mas transformá-las para que a convivência social seja construtiva para todos envolvidos, reduzindo o que é aversivo no cliente, mas sem tornar aversivo para o outro. Provendo reforçadores para o cliente, mas não as custas da privação do outro.

O terapeuta deve ser um agente social que aprimora as contingências de reforçamento sociais esperadas no terceiro nível de seleção de Skinner (seleção cultural);

Existem diferenças entre conhecer por regras e por consequências. Regras são estímulos verbais que tem funções dependentes da historia do sujeito. Obviamente se são mandos verbais, governarão comportamentos dos ouvintes de acordo o que se expressa, mas se a função for de tato verbal podem ou não governar isso vai depender dos componentes da regra.

Ou seja, se a consequência descrita na regra for muito reforçadora ou aversiva haverá maior probabilidade de resposta, pessoas pouco sensíveis aos controles sociais desdenharão da regra. Quem conhece as contingencias será capaz de repeti-las, mas não a conhece quando está sob controle dela. Uma pessoa pode quebrar a regra e se comportar e disso provirá uma consequência que dependendo do valor reforçador ou aversivo da consequência, do tempo de aparecimento e das operações estabelecedoras ela pode ou não ficar sob controle, mas isso dependerá da função que os antecedentes adquiriram no processo de história de contingências.

A pessoa que conhece as contingências a que está exposta e que for capaz de descrevê-las de forma verbal corretamente poderá viver com mais qualidade porque atuará de modo “consciente”. Para conhecê-las, no sentido de se comportar sob controle das funções delas, basta a presença dos componentes das contingências de reforçamento. No entanto, para conhecê-las verbalmente, ou seja, para ser capaz de descrever os componentes das contingências de reforçamento e as interações funcionais entre elas, é necessária a atuação de uma comunidade verbal que instale o comportamento de observá-las, e esse é o trabalho do terapeuta. Mas tendo cuidado para que o cliente não repita ou se comporte porque extrai do terapeuta o saber, pois deve aprender a entender por meio de sua própria compreensão. Em outros termos, o cliente pode estar se comportando em função dos ganhos da terapia, quando deve achar ganhos em seu ambiente não arbitrário.

Podemos concluir que tornar ciente envolve dois processos: descrever as contingencias e comportar-se sobre controle de tais contingencias. Uma pessoa pode fazer isso com foco, porque quando sente, nada mais faz que descrever comportamentos respondentes de seu corpo.

Sentimentos podem ser o primeiro passo para identificação das
contingências funcionais, mesmo que relate que desconhece quais são e até mesmo quando ele acha que sabe, mas conhece um sentimento, mas esse não é de fato função.

Sentimentos são respondentes eliciados componentes de contingencias são mais previsíveis do que outras classes do comportamentos ligados a operantes emitidos por controle de antecedentes e modelados pelos consequentes das contingências. São mais previsíveis porque os respondentes são respostas de primeiro nível. Quando o incondicionado não é apresentado, a reação respondente é também altamente previsível, pois a apresentação do condicionado é necessária e suficiente para que a resposta seja eliciada. Os operantes são menos previsíveis porque são sensíveis a historia de contingencia de cada pessoas, aos parâmetros dos componentes da tríplice contingência, às operações estabelecedoras, às funções dos estímulos do contexto, todas essas condições variáveis tornam a resposta menos previsível.

Se o que interessa são as contingencias, porque enfatizamos os respondentes e operantes? Porque as respostas podem ser o ponto de partida para investigação das contingencias que estão operando. O cliente desconhece a presença do evento aversivo que está atuando.

O terapeuta não deve acreditar no comportamento verbal, mas nas contingências que determinam o verbal. Podemos ver o significado no comportamento e não deveríamos omitir isso é o que se diz, mas significado não é propriedade de comportamento, mas das condições onde ocorre. Significados devem ser buscados em variáveis independentes e não em propriedades das dependentes.

Quem ouve é essencial nas contingências que modelam e mantêm o comportamento verbal do falante. Os comportamentos do terapeuta assumem extrema relevância na determinação do comportamento verbal do cliente. Assim sendo, o terapeuta deve ficar sob controle das funções que o próprio comportamento verbal que ele emite têm sobre o cliente e ao mesmo tempo, deve ficar sob controle das funções que o comportamento verbal do falante tem sobre ele. O comportamento verbal é essencial, mas não supervalorize ou despreze. Perceba se o comportamento verbal é verdadeiro quando há consistência entre a identificação das contingências, os comportamentos e sentimentos aos quais elas dão origem são aqueles previstos pelas contingências e as contingências são sensíveis às manipulações dos parâmetros dos a compõe, ou seja, alterações nos valores das variáveis produzem alterações comportamentais previsíveis.

Se o único modo de ter dados for o verbal, nunca tenha certeza sobre a fidedignidade, pois o relato pode ser intra verbal, e sua consistência ter sido adquirida por controle de outra pessoa aprovando ou não aquilo. Exemplo. Numa briga eu digo que estou certo, mas pode ser que falar para um terceiro que estou certo me faz sentir bem, então, fiquei sob controle desse verbal, mas isso não quer dizer que eu realmente esteja certo.

Ambiente é tudo que é externo à resposta e com ela se relaciona, despertando uma relação funcional. Tal relação pode ser contingente (se… então) ou não contingente (supersticiosa). Assim sendo, eventos privados – estímulos e respostas – podem constituir ambiente para respostas. Por exemplo, pensamento pode ser SD para outras respostas, enquanto ele próprio é comportamento sob controle de outros eventos, públicos ou privados. Tal afirmação não significa dizer que comportamento causa comportamento. Comportamentos podem fazer parte como eventos com função de estímulos antecedentes e conseqüentes – de uma cadeia de respostas. A causa do encadeamento é a conseqüência selecionadora final. Ele não chorou e por isso sente tristeza, mas ele chorou porque sentiu um respondente que o fez chorar e que pode estar encadeado com um evento aversivo ou não aversivo, mas ele chorou porque algo aconteceu.

Seja tecnológico no descrever, tecnológico no sentido cientifico behaviorista. Psicólogo não é leigo que acerta por intuição, mas absolutamente todos os procedimentos devem ser convertidos em conceitos sistemáticos próprios da CCH e do behaviorismo radical. Todo procedimento deve ser conceitualmente sistemáticos.
Sempre aplique procedimentos operantes e respondentes, aos comportamentos emitidos pelo cliente ou eliciados nele em contexto terapêutico obviamente, deve aplicar procedimentos diretamente sob controle dos comportamentos do cliente que ocorrem em sua presença, o terapeuta apenas falar sobre as contingências e esperar que as consequências aconteçam em ambientes naturais. mas a sessão deve ser uma vida cotidiana análoga de como se comporta em outros contextos.

O cliente deve apresentar mudanças no contexto terapêutico, na direção esperada
pelo manejo das contingências de reforçamento. Ou seja, a terapia não deve ser apenas falar sobre as mudanças, mas deve-se ser o ambiente onde o terapeuta pode evocar e o cliente emitir comportamentos observáveis.

As mudanças devem ser duradouras e ocorrer sob outros controles de estímulos: diante de outras pessoas e em diferentes contextos se expandir para outras respostas da mesma classe. O processo de generalização deve ser programado e implementado pelo terapeuta. Os procedimentos de generalização devem incluir a observação dos comportamentos sob controles de estímulos naturais da vida do cliente: ou ele sai do consultório com essa finalidade, ou traz mais do cotidiano do cliente para dentro da sessão. No primeiro caso, participa de atividades da vida diária do cliente; no segundo traz, pessoas significativas para o ambiente terapêutico.

A análise Aplicada do Comportamento, ocupa uma posição privilegiada, em relação a outras abordagens e propostas terapêuticas, quando a questão proposta é a confiabilidade que se pode aferir da relação entre aplicação de procedimentos terapêuticos e as mudanças comportamentais e afetivas que decorrem, necessariamente, de tais procedimentos.

As contingências de reforçamento incluem procedimentos, processos e produtos comportamentais gerados pela aplicação de tais procedimentos. As relações funcionais entre procedimentos experimentais e alterações comportamentais foram exaustivamente demonstradas, e continuam se expandindo, nos estudos experimentais da Ciência do Comportamento. Toda vez que o terapeuta utiliza procedimentos tecnologicamente descritos, produzidos pela Ciência do Comportamento, ele está em condições de fazer previsões sobre as mudanças comportamentais que eles produzirão. A confirmação da previsão é uma evidência da existência de uma relação funcional. E, inversamente, a ocorrência de padrões comportamentais diferentes dos previstos remetem o terapeuta as duas conclusões: manejou inadequadamente os procedimentos e deve revê-los; as funções que ele atribuiu aos componentes das contingências de reforçamento não são exatas e deve, então, revê-las.

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