Tecnologia Guerra e fascismo
A técnica por si pode promover a liberdade ou autoritarismo.
O próprio socialismo é um exemplo de como um modelo que serve para proteger pode se transformar em um instrumento de interesses e totalitarismo da escassez continuada.
O terceiro Reich é uma forma de tecnocracia onde as considerações técnicas da eficiência e da racionalidade imperialista superam os padrões de lucro e bem estar.
Estude como funcionava a manipulação do poder tecnológico.
A tecnocracia terrorista não pode ser atribuída aos requisitos tradicionais da economia da guerra, mas ao estado normal da era socialista nacional, pois a tecnologia é um dos mais importantes estímulos desse modelo.
Por causa da tecnologia novos valores e padrões de individualidade estão se disseminando na sociedade valores diferentes e até opostos ao que se propunha no inicio da implantação desses processos.
O individuo humano que afirmava que a boa vida estava alicerçada em valores da unidade fundamental como no fim da sociedade, apoiavam valores que se contradizem se destacados na sociedade atual.
Se pegarmos os valores religiosos, políticos e econômicos dos indivíduos dos séculos XVI ou XVII podemos defini-lo comum sujeito que nenhuma autoridade externa deveria desrespeitar, esse estilo de vida que se mostrava mais adequado tanto em seu cunho social quanto pessoal desenvolvia totalmente as habilidades e faculdades do homem, e justamente por isso era a verdade da existência individual e social do homem.
O social pregava que o homem poderia mudar sua realidade por meio da racionalidade, liberdade de pensamentos, o dever do social era de conceder ao individuo tal liberdade que lhe permitisse eliminar todas as restrições de sua linha de ação racional.
O principio ativo era de que o pensamento autônomo guiava o interesse próprio e resultava em liberdade.
O interesse racional do próprio individuo não coincidia com o interesse próprio imediato, pois esse dependia de padrões e demandas da ordem social predominante institucionalizada não pelo pensamento autônomo ou a consciência, mas por autoridades externas.
O homem tinha que superar todo o sistema de idéias que lhe era imposto para chegar a valores e idéias que se ajustassem a sua racionalidade.
(Continuar buscando o que não sabemos por meio do que sabemos), este era o principio da racionalidade individual.
A sociedade liberal era considerado um ambiente adequado para o surgimento de idéias racionais liberais, os feitos tangíveis eram transformados em produtos e ações da parte das necessidades da sociedade eram as marcas da individualidade.
Depois essa realidade individual foi solapada pelos processos de produção de mercadorias , a mecanização forçou os produtores mais fracos a submeter-se ao domínio das grandes empresas mecanizadas estabeleceu o domínio e aboliu o sujeito econômico livre.
O principio da eficiência favorece as empresas industrializadas, o poder tecnológico tende ao poder econômico e a tecnologia paulatinamente vai expandindo o poder as empresas gigantes criando novas ferramentas, novos processos e produtos.
A eficiência pedia uma ordenação, unificação e simplificação integral afim de se evitar todos os desperdícios, que apenas grandes empresas podem realizar uma administração radical.
Nesse contexto há uma contradição entre o incentivo de lucratividade e o modelo de vida que esse aparato tornou possível, uma vez que o controle de produção esta na mãos de empresários que trabalham pelo lucro, eles terão a sua disposição o que quer que surja como excedente depois das despesas, esses recursos são mantidos nos níveis mais baixos possíveis, sob essa circunstancia o aparato interfere negativamente na racionalidade dos que servem
Sob o rigor dessa vista a racionalidade individualista se viu transformada em racionalidade tecnológica.
Essa racionalidade estabelece padrões de julgamentos e fomenta atitudes que predispõe os homens a aceitar e introjetar os ditames do aparato.
O homem esta sendo caracterizada por Mumford como uma personalidade objetiva que transfere todo sua subjetividade a maquina que serve, subordina sua vida a factualidade (matter of factness) de um mundo em que as maquinas são o fator e o homem o instrumento.
As aptidões individuais são transformadas em diferentes graus de pericia e treinamento a serem coordenados em uma estrutura comum.
A individualidade não sumiu, o sujeito econômico livre se tornou objeto de organizações em larga escala e o avanço individual se transformou em eficiência padronizada.
O individuo eficiente é aquele cujas ações são aquelas esperadas e adequadas ao objetivo do aparato e a seleção do individuo esta confinada aos meios mais adequados para alcançar uma meta que ele não determinou.
Para maioria da população a liberdade do sujeito foi submersa pela eficiência, a contribuição de um operário na indústria é típica de um serviçal, cuja função é manter seu ritmo afinado ao da maquina que auxilia suprindo apenas os locais onde a maquina é limitada.
Seu trabalho suplementa o da maquina ao invés de fazer uso dela, a maquina é que usa o operário.
O modelo atual do aparato é a autonomia da maquina para que não precise do homem para auxiliá-la.
O home aprende que para manipular a maquina é necessário submeter-se a ela por meio de métodos de utilização, ser bem sucedido é ser adaptado ao aparato, a racionalidade individual agora é submissão as conseqüências predeterminantes do meio e dos fins.
A necessidade mãe das invenções é promover o aparato.
A razão uma vez definida nestes termos se propaga pelo mundo com intuito de pregar a submissão e de garantir o convívio pacifico com os dominadores.
A ciência e experimentação segundo o autor foi posta de modo controlador que segue um modelo de gerenciamento cientifico, transformando a ciência em meio lucrativo para autocracia eficiente.
A ciência cria diversas leis que gerenciam a relação operários empregadores, legislando quando há rebelião, na qual o operário vai até ela buscar a solução do impasse.

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