Love on identity, subjectivity and attitude
Harley Pacheco de Sousa
Universidade São Marcos
Brasil
Resumo: Esse artigo trata do tema amor como sendo uma atitude integradora da subjetividade que constitui a identidade que influência diretamente o comportamento do sujeito.

Palavras chave: Amor, Comportamento, Modelo Social.

Abstract: This article deals with the love theme as an integrative attitude of subjectivity which is the identity that directly influences the behavior of the subject.

Keywords: Love, Behaviorism, Social Model.

Amor é um conceito conhecido pela humanidade desde tempos tão remotos que é improvável que haja possibilidade de remontar a verdadeira origem deste. Porém por estar inserido de maneira preponderantemente necessária nas vidas dos sujeitos, vem sendo discutido e explicado por diversos filósofos, sociólogos, psicólogos e figuras reconhecidas como intelectuais que notoriamente se interessam pelo assunto, porém de fato, ninguém chegou a um veredicto de como o mesmo aparece e se mantém.

Existem diversas linhas que apontam para o conceito de amor sob olhares interessantes, alguns dizem haver diversos tipos, outros que amor segue apenas um modelo e que esse é aplicado por meios dos muitos papéis passivos de representação por um sujeito, porém, prefiro convictamente acreditar na ultima. O tema amor abordado aqui segue o viés do envolvimento de duas pessoas que almejam a constituição de uma vida a dois e objetivam viver como parceiras. Declaro que amor tratado se dá entre homens e mulheres, mulheres e mulheres e homens e homens, sendo esses apenas gêneros que distinguem as categorias sexuais do nosso tempo.

O amor é um fenômeno ligado diretamente as relações humanas que são aprendidas, herdadas, reproduzidas e mantidas por meio de reforços, na qual os sujeitos que conheçam bem o contexto histórico de seu parceiro e saiba manter comportamentos poderão com eficácia fazer com que o parceiro mantenha-se ao seu lado.

Inicialmente podemos perceber que o amor é um fenômeno de algum modo social, há diversos autores que concluíram em seus estudos e registraram e suas obras que esse fenômeno é influenciado e tem relação com o outro. Segundo Freud, S. (1929) Amor é uma forma de evitar o desprazer causado pelas relações pessoais, e única forma verdadeira de buscar a felicidade e evitar a infelicidade. Segundo Skinner, B. (1980) O Amor é uma disposição para agir em relação ao outro de maneiras reforçadoras, mas sem atentar para nenhuma contingência. Como podemos perceber, os autores citados de algum modo ligam o amor à relação pessoal com o outro e transmitem a impressão de movimento de ação entre sujeitos para a assimilação e conceituação do mesmo. Portanto podemos afirmar com alto grau de segurança que o amor é um fenômeno influenciado pelos contextos históricos, aprendido por meio de socialização, que se organiza mentalmente e se mantém por meio de reforços.

Amor é um conceito que o sujeito recebe nos primórdios da sua vida e que vai se desenvolvendo posteriormente concomitantemente a sua formação psíquica cuja modelo se delineia e se torna parte de sua identidade. Obviamente que tal formação vai se construído e se transformando. A identidade é um continuo processo de construção da subjetividade que pode ser compreendida como um montante de valores com predisposição a ação (comportamentos), que defino como conjunto de atitudes que se interferem uma a outra, que tem em sua constituição uma atitude especifica denominado amor que é o tema do nosso ensaio.

Segundo Ciampa (2000), a identidade se produz em constante transformação, o que sugere pensar nas mudanças que a vida nos reserva. Porém, a identidade é comumente apresentada como algo estático, que camufla seu caráter sempre flexível, mutável, provisório, que corresponde às mudanças contínuas ocorridas no plano das redes sociais, do desenvolvimento tecnológico, que é uma forma de perpetuar as relações sociais, é a manifestação dos pensamentos e dos padrões de comportamentos, por meio das articulações da história de vida pessoal com o funcionamento da sociedade e seus equipamentos culturais. Pensamos então que se a identidade formada pela subjetividade sofre constantes transformações nos indica que há processos de mudanças nas atitudes que formam a subjetividade e que essas são as causas das transformações constantes na identidade.
Segundo Crochik, L. (1998) O ser humano é um sujeito dotado de subjetividade. Essa subjetividade não vem apenas das relações sociais da vida cotidiana, mas vem também de um projeto histórico implícito no desenvolvimento de nossa civilização e da cultura e essa ultima é o meio para individuação por isso defino o amor como uma atitude integrante da subjetividade que forma a identidade que está ligada ao desenvolvimento de nossa civilização.

Rodrigues, A. (2000) conceitua atitude como um sentimento pró ou contra um objeto social, sendo que este pode ser uma pessoa, um acontecimento social, ou qualquer produto da atividade humana. As atitudes são à base de uma série de situações sociais importantes, tais como as relações de amizade e de conflito, compostas de componentes divididos entre cognitivo, afetivo e comportamental.

Amor e atração são conceitos diferentes, mas que se relacionam entre si, porém deve ficar claro que não trato de como e porque ocorre atração, mas do amor percebido como uma atitude que constitui a subjetividade que forma a identidade e que mantém as pessoas juntas.

A atitude é composta de componentes, o amor se tratando de uma atitude também tem a mesma estrutura. Exemplo: Desde muito pequenas as crianças aprendem que Amar é estar perto, fazer carinhos, dar beijinhos e caricias, recebe essa idéia que se torna valor na medida em que vai crescendo e por isso acaba se tornando contingencias que mantém uma pessoa perto de outra pessoa que lhe causa bem estar.

Aprender o que é amar é o componente cognitivo do modelo, a carga afetiva está relacionada ao bem estar, a gostar ou não de estar junto de algo ou alguém, e o dispositivo comportamental está diretamente ligado a pré-disposição ao comportamento que nesse caso seria estar perto de quem gosta (aqui mostro o comportamento resultante).

Referências bibliográficas
Skinner, B, Walden dos;
Ciampa, A, C, A estória do Severino e a história da Severina;
Marcuse, H, Algumas implicações sociais da tecnologia moderna;
Crochik, l, Os desafios atuais do estudo da subjetividade na psicologia;
Adorno, W, T, Tempo Livre;
Rodrigues, A, Psicologia Social;
Freud, S, O mal estar na civilização;
Nobert, E, A sociedade dos indivíduos;
Nota sobre o autor:
Harley Pacheco de Sousa é estudante de psicologia na Universidade São Marcos
Contato: kmaluco@hotmail.com – (11) – 86613642 – Coronel João Dente, 82, Mooca, São Paulo – SP. 08/05/11

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