Resumo: Muito provavelmente quando se iniciar a leitura desse artigo poderá haver desinteresse por conta do tema ser muito discutido atualmente nos núcleos de socialização do sujeito, porém esse se destacará por abordar as circunstâncias que envolvem esse tema de modo mais enfático e imparcial, sem o pseudo-romantismo alienador que dita às normas das escolhas que cria um circulo emocional em torno do curso. O objetivo desse artigo é apontar questões sobre a escolha do curso por sujeitos que iniciarão o curso superior e nortear esse sujeito para que realize sua escolha de modo eficiente e coerente. O conceito de escolha do curso de modo eficiente apontado pelo artigo é: “escolher o curso que após a conclusão permita ao profissional resgatar seu investimento de modo minimamente rápido, não ficar ilhado nas questões de desempregos e que permita subsistir economicamente, pois esses são entraves na qual os profissionais recém formados encontram no decorrer de sua vida profissional.
Palavras chave: Profissional, curso superior, formação eficiente, subsistir dignamente.

Abstract: Most likely when you start reading this article may be lack of interest on account of the topic being discussed currently in the very core of socialization of the subject, but this distinction as to address the circumstances involving this subject in a more emphatic and impartial, without the pseudo-Romanticism alienating that dictates the rules of the choices that creates an emotional circle around the course. The aim of this paper is to highlight issues about the choice of course for individuals who start college and lead this guy to realize that their choice in an efficient and coherent. The concept of choice of course effectively appointed by the article is: “choose the course which upon completion will allow the professional to recover your investment minimally so fast, do not get stranded on the issues of unemployment and to support themselves economically, because these are barriers where professionals are graduates during their working life.
Keywords: university, effective training, stand with dignity.

No mundo moderno os jovens se deparam quando vão iniciar o curso superior com a seguinte pergunta: Qual curso superior eu devo escolher? Alguns realizam sua escolha por influencia dos pais, outros por influencia dos amigos e há ainda aqueles que não escolhem, mas que são escolhidos. Atualmente há jovens que pensam nas profissões da moda como marketing, publicidade e propaganda, moda, gastronomia entre outras diversas, outros pensam nas profissões do futuro como engenharia, políticas públicas, ciências militares, alguns se lembram das profissões românticas as tais como medicina, psicologia, enfermagem, direito e etc. Porém, qual é de fato o modo correto de se realizar essa escolha de profissão? Se envolvendo emocionalmente, analisando pragmaticamente as habilidades e vocação ou escolhendo aqueles cursos que os pais acham que o filho vai se sair bem? Muitos dizem que se deve escolher por amor, por facilidade, por contatos com profissionais da área ou ainda por herança ou por valor possível em seu orçamento. Mas de fato o caminho a ser seguido está em um norte totalmente oposto, se é para escolher erroneamente, que seja feita a escolha por influencia dos pais, porque esses devido a experiências vividas, muito provavelmente influenciarão os filhos a realizar uma escolha menos errada prevendo as necessidades mínimas afetivas e econômicas necessárias para a subsistência.
Escolher uma profissão erroneamente não é um problema porque é possível solucioná-lo caso torne-se um, mas no mínimo o sujeito perderá muito tempo para refazer seu projeto de vida e isso não é visto como fato positivo na sociedade pós-moderna contemporânea que impõe limitações biológicas relacionadas a tempo, além do desperdício físico, intelectual e financeiro.
Nas escolas de ensino médio, em suas casas, em seus círculos sociais os nossos jovens deveriam ser orientados de que para escolher a profissão de modo correto não adianta apenas a imposição dos pais, os testes de aptidão e facilidade nas habilidades ou mesmo vocação, mas nossos jovens deviam ser orientados a realizar pequenas pesquisas na qual analisassem os deveres e obrigações, a receptividade do mercado, valores e temas recorrentes a remuneração além da possibilidade de autonomia com baixo investimento e independência das instituições privadas e não apenas analisar o pseudo-status, as contingencias e as belezas que nos são transmitidas sobre os cursos e profissões. Exemplo deste argumento que contextualiza a situação é a profissão de ator e atriz, é glorioso, belo e fascinante estar envolvido no mundo glamourioso das telenovelas e do entretenimento mundial, mas pouco se sabe sobre as dificuldades que o graduado encontrará após a formação, a sociedade está repleta de profissionais que não se empregam ou que trabalham em áreas diferentes daquela em que houve um investimento significativo de tempo, capital, esforço físico e mental, é no mínimo frustrante se envolver em uma profissão e não ser reconhecido financeiramente.
Aproveitando a deixa do parágrafo superior, enfatizo que é grande a quantidade de pessoas que escolhem sua profissão sem saber o mínimo acerca da mesma, quando tem certo conhecimento são os mais atrativos, os estudantes de psicologia, por exemplo, certamente não escolheriam o curso se soubessem o quanto são maçantes os primeiros semestres, a quantidade de leitura exigida e que são extremamente necessárias para a formação mínima, do mesmo modo que muitos jovens não escolheriam profissões como administração de empresas ou marketing, pois essas são profissões que dependem exclusivamente de uma instituição para existir ou de um capital alto para se conquistar autonomia, são profissões que sempre submetem o sujeito a ser empregado de alguém e que para que essa realidade não impere o sujeito deve possuir capital suficiente para ter seu próprio negocio realidade não real para grande parte dos recém-formados.
Os jovens devem ser orientados sobre pensar em aptidão e vocação para realização de tal atividade, sobre aceitação e receptividade do mercado de trabalho, dificuldades, deveres e obrigações da carreira, mas deveria saber ainda com maior enfoque sobre o calculo de viabilidade de subsistência que é fator preponderante para sobrevivência no modelo sócio econômico vigente.
O calculo de viabilidade de trabalho criado por mim consiste em somar à possível média mensal de remuneração que será minimamente possível adquirir, multiplicar pela quantidade de meses de um ano e avaliar em quanto tempo o valor do curso será resgatado, para que a partir deste ponto seja possível avaliar quanto o sujeito precisará trabalhar para ganhar o suficiente para que possa subsistir dignamente e avaliar quais atividades serão possíveis desenvolver caso seja vitima do mundo das não oportunidades.
Exemplo;
“A” gasta com as mensalidades do curso 1.000,00 reais.
O curso de “A” tem duração de cinco anos, ou seja, 12.000,00 por ano que multiplicado por cinco resultam em 60.000.00.
Após a conclusão do curso “A” se emprega e recebe mensalmente 10.000,00, portanto para resgatar o valor investido “A” demorará seis meses.
O curso de “A” tem excelente aceitação do mercado e certa estabilidade.
E se no final das contas tudo dê errado na vida de “A”, ele pode discorrer profissionalmente de um modo autônomo, como um advogado que pode advogar, um psicólogo que poderá abrir uma clinica sem investimentos gigantescos ou contador que pode trabalhar por contra própria, sabe-se que até mesmo um profissional informal como o camelô precisa dispor de certo recurso para montar sua barraquinha, alguns profissionais não, pois dependem exclusivamente de seu intelecto para obter recursos para subsistência.
Partido desse contexto, o curso escolhido por “A” pode ser considerado uma escolha de formação superior eficiente, é notório que essa realidade idealizada não é a realidade da grande maioria dos cursos universitários.
As perguntas que o jovem de fato deve fazer a si próprio antes de escolher são:
Quanto tempo demorarei para resgatar o valor investido no curso? Quanto tempo vai demorar a conseguir subsistir da minha atividade profissional e a mais importante, e se nada na minha vida der certo, o que vou fazer?
Como já dissemos acima, é no mínimo frustrante se envolver em uma profissão e não ser reconhecido financeiramente e por esse motivo ter que migrar para outra área que recebe profissionais de diversas formações, muito provavelmente essa área em questão é mais concorrida, ainda tendo sido extremo desgaste financeiro, mental, psicológico e moral ter investido a toa em um curso superior incapaz de permitir minha subsistência digna.
Esse artigo pode ser considerado um alerta para os jovens que estão adentrando na formação superior e estão prestes a escolher sua profissão.
Nota sobre o autor:
Harley Pacheco de Sousa é estudante de psicologia na Universidade São Marcos
Contato: kmaluco@hotmail.com – (11) – 86613642 – Rua Coronel João Dente, 82, Mooca, São Paulo – SP. 27/04/11

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