2.1 Título
As pessoas entram em contato com seu ambiente social e a partir daí formam por meio de comportamentos operantes impressões sobre outras pessoas.
Essas impressões são esquemas são denominados de atitudes e resultam em comportamentos,
Atitudes são pré-disposições a comportamentos pró ou contra pessoas ou objetos que entramos em contato durante o processo de socialização decorrente dos processos comuns de aprendizagem denominados reforços e modelagem, que dão como produto características pessoais de nossa personalidade.
Existem diversas definições para atitude, somente Allport (1935) escreveu centenas, porém o mais aceito pelos psicólogos sociais contemporâneos são as definições que abrangem três componentes básicos e observáveis que são:
Componente cognitivo – São os conhecimentos acerca do objeto;
Componente afetivo/sensitivo – Sensações condicionadas reflexas reforçadoras;
Componente comportamental – Pré-disposição a ação, que não é comportamento, mas situações especificas onde estão presentes os outros dois componentes.

Segundo Rodrigues (1999) opinião e crenças diferem de atitude, mas as vezes integram-na, diferem por não possuir conotação afetiva.
Rosenberg (1960) demonstrou experimentalmente que os componentes cognitivo e afetivo da atitude tendem a ser correntes entre si.
Newcomb, Tuner e Converse (1965) as atitudes humanas são propiciadoras de um estado de prontidão que resultará num determinado comportamento.
Katz e Stolland (1959), krech e Crutchfield e Ballachey (1962) e Smith, Bruner e White (1945) vêem nas atitudes á própria força motivadora da ação.
Segundo Newcomb, Tuner e Converge (1965) comportamentos são resultados de múltiplas atitudes.
Para Sivavek e Cirano (1982) a correspondência entre comportamento e atitudes será tanto maior quanto for maior o interesse investido pela pessoa no conteúdo atitudinal.
Segundo Ajzen e Fishbein (1980) as atitudes são influenciadas por certos resultados ou conseqüências de determinados comportamentos.

2.1.1 Formação e função das atitudes

Atitudes podem ser aprendidas, uma criança que é reforçada por mostrar-se favorável a um objeto e punida quando indica sentimento desfavorável a outro, tenderá a desenvolver uma atitude favorável ao primeiro e desfavorável ao segundo. (Rodrigues . P.107)
“Se há uma formulação teórica que durante essa década capturou a imaginação dos psicólogos sociais, essa é sem sombra de duvida a teoria da dissonância de Festiger.” (P.130) Zajonic (1968)
Segundo Festiger (1957) nós procuramos um estado de harmonia de aprendizagem de qualquer saber acerca do ambiente, pessoas e dos comportamentos.
As cognições poderão ser irrelevantes ou relevantes, quando os elementos cognitivos são relevantes diz-se que estão em dissonância, considerando apenas dois argumentos onde o contrario de um seguirá o outro.
Festigue (1957) “ X and Y are dissonat IF not X follows from Y” (p.13)

2.1.1.1 Mudanças

Zajonic (1968) dissonância cognitiva é um estado desagradável que quando aparece faz com que o sujeito se comporte tentando reduzi-lo ou eliminá-lo evitando comportamentos que o aumente.
A dissonância só pode ser reduzida ou eliminada com a inserção de novas cognições ou alterando-as existentes.
As cognições mudam se houver comportamentos que tenham conseqüências cognitivas que favoreçam um estado consonante. A procura de informações é um exemplo de tal comportamento.
Quanto maior a recompensa, menor a dissonancia resultante do engajamento em comportamento contrario a posição pessoal das pessoas, consequentemente, menor a mudança de atitude.
A tendência à obtenção de concordância e apoio social é sem duvida, bastante prevalente no comportamento social humano (Rodrigues, 1999. P.120)
Atitudes são passiveis de mudança, como é formada por dois componentes, qualquer mudança em um deles pode ser capaz de mudar a atitude, lembrando que a mudança nesses se dá apenas por meio de comportamentos reforçados que resultarão na mudança da atitude.
Obviamente para tal é necessário que haja condições. Para Houland, Janis e Kelley (1953) é importante que se forneçam incentivos a fim de que uma pessoa mude de atitude.
A atitude desejada deve ser provocada através de incentivos e reforçadas para que se incorpore ao repertorio de comportamento das pessoas.
Cohem (1964) “ onde há pequenas recompensas, poucos benefícios materiais, poucas justificações, pouca coerção, muita escolha, alta auto-estima, um agente influenciador desagradavel e um comportamento altamente discrepante, a dissonancia será máxima e as atitudes mudarão no sentido de valorizar a posiçãi discrepante com que uma pessoa se compromete. (p.99)

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