Introdução do assunto
Existem basicamente três escolas behavioristas, a metodológica, filosófica ou radical e cognitivista.
O Behaviorismo radical é a evolução do behaviorismo metodológico que surgiu como uma reação à psicologia introspectiva (mentalista) que estava em alta no início do século XX. Seu fundador foi o norte-americano John B. Watson (1878 – 1958) que em 1913 escreveu o artigo O comportamentismo, que ficou conhecido como Manifesto behaviorista.
O Objetivo principal do behaviorismo de Watson era estabelecer as leis que regem o comportamento, relacionando as respostas com os estímulos que as precedem. Watson e Pavlov falavam de respondente e reflexo.
Skinner trata de comportamento operante que caracteriza-se por ser um comportamento voluntário. Ele não é produto de um estímulo que o antecede, mas é seguido de conseqüências.
Assunto
A ciência é mais que mera descrição de acontecimentos, mas uma tentativa de relacionar e ordenar acontecimentos, desse modo não só descreve, mas também prevê tratando o passado e o futuro.
De modo algum se afirma que o comportamento humano é determinado ou ordenado, mas apenas pressupõe-se, pois tudo que o homem faz é resultado de condições que podem ser especificadas e que uma vez prevista pode ser alteradas.
O comportamento é algo que mesmo que seja observado por anos, não somos necessariamente capazes de exprimir uniformidades adequadas de ordenação.
O principio de indeterminação diz que há circunstâncias sob os quais o cientista não pode colocar-se na posse de todas as informações relevantes e que por isso se escolhe um evento que possa se observar.
Uma vez que o comportamento humano é completo e o organismo humano limitado, muitos atos podem incluir processos que tem princípios de indeterminação que se aplique.
Cada ação de um individuo é única, como cada evento em físico ou químico, Skinner parece não achar conivente nem achar adequada a indução, mas acredita na ordenação de comportamentos aferidos por meio de dedução que trata de um modelo matemático de probabilidade e não de causa e efeito individual, pois cada ser humano é único.
Freqüentemente, conseguimos reduzir a complexidade a um grau razoável simplificando as condições no laboratório. Quando isso é impossível uma analise estatística pode ser usada para conseguir uma previsão mais aceitável, o behaviorismo é pragmático, observa-se, analisa-se, pois a simplicidade do laboratório revela a relevância de fatores que poderíamos de outro modo deixar passar.
O behaviorismo usa o controle para compreender os processos implicados e prepararmos a nós mesmos para os problemas que certamente surgirão. A relação de causa e efeito não sugere como uma causa produz seus efeitos meramente afirma que eventos diferentes tendem a ocorrer ao mesmo tempo em uma ordem.
As variáveis que estão fora do organismo explicam o comportamento em um ambiente imediato e em sua historia ambiental porque possuem status físicos para quais técnicas cientificas são adequadas e permitem explicar o comportamento. Desejamos avaliar a probabilidade e avaliar como se dão o aumentar e diminuir a probabilidade.
Se quisermos prever o comportamento devemos conhecer o máximo possível as variáveis, por isso precisamos ser capazes de manipulá-las. O comportamento é uma característica do ser vivo é um movimento que serve para alterar o ambiente.
O ambiente afeta o organismo de vários modos que não podem ser convenientemente classificados como estímulos, pois apenas uma parte das iniciações agem sobre o organismo.
Segundo Skinner, as conseqüências podem retroagir sobre o organismo e quando isso ocorre pode alterar a probabilidade do comportamento humano.
Em probabilidade lhe damos com variáveis que não causam ocorrência de um determinado comportamento, mas tornam a ocorrência mais provável. Podemos lidar com efeitos combinados de variáveis, onde se avalia a freqüência para refinar a noção de probabilidade, aborda-se e descreve-se o experimento com objetivo de observar as possíveis mudanças de comportamento minando o estilo mal empregado da linguagem nos experimentos.
O behaviorismo de Watson e Pavilov é um processo de substituição de estímulos.
A mudança ocorre quando um estímulo neutro adquire o poder de eliciar respostas que originalmente eram eliciadas por outro estimulo efetivo, nisso os reflexos estão ligados ao bem estar do organismo, porém o comportamento reflexo que envolve o meio ambiente externo é também da mesma maneira importante.
O condicionamento proporciona novos estímulos controladores, mas não pode acrescentar novas respostas. Os reflexos raramente são e importância pratica, mas pode haver situações em que estejamos interessados em fazer alguém agir de determinado medo, então recorremos a estímulos condicionados ou incondicionados.
É importante entender que existem respostas condicionadas que poderão ser eliciadas por estímulos verbais. Cria-se pré-disposições associando estímulos e comportamentos a outros estímulos.
A conseqüência é contingente e pode tornar um comportamento sem que se possa identificar um estimulo anterior. Há casos em que é extremamente difícil mostrar a relação à iniciação, pois uma resposta que já ocorreu não pode ser prevista ou controlada, podemos prever as semelhantes, logo a unidade de uma ciência preditiva não é a resposta, mas a classe de resposta.
Um comportamento pode ser definido como um conjunto de atos, operante é um efeito que pode ser especifico em termos físicos, aprendizagem pode ser usada para descrever a predisposição de respostas em uma situação complexa, reforço é evento que fortalece um comportamento e condicionamento são as mudanças resultantes.
Modelo
Comportamento Operante – Mudança no ambiente
Resposta – Resposta do organismo
Conseqüência – Comportamento resultado da resposta
Comportamento Observável – Comportamentos passivei de observação
Comportamento Encoberto – Comportamentos que ocorrem debaixo da pele
Comportamento Privado – Pensamentos
Ambiente – Local onde o organismo se comporta
Freqüência – Quantidades de ocorrências do comportamento
Variáveis – Estímulos que desencadeiam comportamentos
Estimulo Discriminativo – Discrimina entre um CO e outro CO e escolhe um dos dois
Estimulo Antecessor – è um discriminativo que era reforçador e deixou, mas que deixou de ser
Reforçador Positiva – Aumentar a probabilidade de resposta
Reforçador Negativo – Diminui a probabilidade de resposta
Extinção – Retirar o reforçador
Punição – Não se retira o reforçador, mas se apresenta um aversivo
Esquecimento – Não se altera nada, mas não se comporta de tal maneira por um período prolongado de tempo.
Aversão – Resposta que gera sensações de desprazer fisiológicos
Fuga – Comportamento de evadir da situação aversiva
Esquiva – Comportamento de “driblar” a situação aversiva
Técnicas – Existem várias técnicas que cabem em cada caso e que podem ser aplicadas como objetivo de aumentar ou diminuir a emissão de uma resposta visando alterar ou aperfeiçoar comportamentos.

Condicionamento operante, Relaxamento, Modelagem, Dessensibilização Sistemática entre outras.

Fechamento
A análise do comportamento é a explicação de um evento comportamental dada pela descrição das relações que este evento sustenta com outros eventos (presentes ou passados).

O que define a prática do analista do comportamento é a investigação de efeitos (conseqüências) cumulativos (dimensão histórica) de contingências ou interações (passadas e atuais) sobre o desempenho atual do organismo através de um recurso metodológico (análise funcional], experimental ou não experimental).

Baseia-se na identificação de relações funcionais, cujo objetivo é identificar e descrever o efeito comportamental, buscar relações ordenadas entre variáveis ambientais e a ação de um organismo, formular predições confiáveis baseadas nas descrições dessas relações e produzir controladamente esses efeitos previsíveis.

O objeto da análise do comportamento é o comportamento, palavra com significado específico na especialidade. O comportamento é o produto da relação entre organismo e seu meio. Considera, desse modo, também o mundo privado do sujeito, e não somente o público, este último, aquele observável por todos.

O mundo privado, sentido apenas pelo cliente e relatado ao mundo externo pelos mais diversos meios, da fala sistemática à arte, pode ser entendido, por outras abordagens, como a subjetividade humana.

A análise científica do comportamento começa pelo isolamento das partes simples de um evento complexo de modo que esta parte possa ser melhor compreendida.

A pesquisa experimental segue procedimento analítico, restringindo-se a situações suscetíveis de uma análise científica rigorosa.

Os resultados dos experimentos podem ser verificados independentemente e sua conclusões podem ser confrontadas com os dados registrados. Assim, fazer análise do comportamento é determinar as características/dimensões da ocasião em que o comportamento ocorre identificar as propriedades públicas e privadas da ação e definir as mudanças produzidas pela emissão das respostas (no ambiente, no organismo).

A essa tríade chama-se contingência tríplice, a unidade funcional da análise do comportamento.

Embora Freud e os psicodinâmicos estivessem igualmente interessados na base ontológica da ação, Skinner adotou uma posição mais extrema, afirmando que todos estes fatores conhecidos tradicionalmente como mentais são comportamentos, sendo de natureza física, e devem ser estudados como tal, sem ganhar posição de causa do comportamento (posição defendida em razão da epistemologia desta ciência, o Behaviorismo Radical, o qual se opõe a explicações do comportamento internalistas, sejam elas de carácter mentalistas ou organicistas).

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