A maior dificuldade na aprendizagem está em compreender o que lemos, pois estamos habituados à literatura e por isso quando vamos ler um texto cientifico ou filosófico acabamos por achar monótono, chato, difícil e depreciativo.

Não lemos ciência como lemos literatura, pois na literatura, há uma lógica imaginativa enquanto nos textos científicos a lógica é fundamentada por fatos objetivos levantados por pesquisas e organizada por meio de técnicas bem especificas. Os pensamentos em textos científicos são quase sempre dedutivos já que usamos a razão reflexiva aliada à disciplina intelectual.

Em assuntos abstratos, para seguirmos o fio da meada precisamos criar algumas condições de abordagem e intelegibilidade aplicando alguns recursos que não subsituem a intuição do leitor, mas auxiliam muito na compreensão.

Primeiramente devemos estabelecer algumas justificativas epistemológicas para adoção de normas metodológicas e técnicas para aplicar na leitura e na redação. Depois devemos pensar e transmitir a mensagem que precisa se mediatizada afim de nos comunicarmos com outras consciências.

Um texto sempre sofre interferências pessoais e culturais, entretanto, são necessárias precauções que nos garantam objetividade na interpretação. Sendo assim, precisamos delimitar a unidade de leitura, ou seja, devemos ler em passo a passo, primeiro, lemos um capitulo, aplicamos alguns instrumentos e depois lemos outro capitulo e assim sucessivamente. Após isso, devemos realizar análise textual, significa que devemos ler no mínimo duas vezes, mas na primeira leitura, embora devamos fazer de modo corrido não podemos nos esquecer de ser atentos, além de referenciar termos e conceitos que desconhecemos. Devemos buscar os dados a respeito do autor, mas observemos que esse esclarecimento seja feito afim elucidarmos alguns conceitos uteis para compreensão.

Devemos nos familiarizar com o vocabulário que sejam desconhecidos para eliminarmos todas as ambiguidades para entendermos univocamente o que estamos lendo. Ressaltemos que esses elementos devem ser transcritos a parte. Agora vamos passar para análise temática.

Em diálogos com o professor Leonardo Pinto de Almeida da Universidade Federal Fluminense aprendi que quando lemos nunca estamos sós e que devemos ser parceiros dos autores que estamos lendo para parti-la da troca mutua pensarmos profundamente sobre algo. Depois desse aprendizado agora compartilhado podemos perceber que análise temática certamente é uma das partes mais importantes da leitura, pois é nesse momento que devemos trocar experiências com os autores, devemos ‘ouvi-los’ e aprender com eles sem intervir. Devemos conversar com o autor por meio do texto lhes fazendo perguntas que respondidas nos fornecem o conteúdo de suas mensagens.

Devemos perguntá-los do que o texto ‘fala’, qual é a problemtaização, qual é o problema, qual dificuldade deve ser resolvida, solucionada, geralmente isso está implícito cabendo a nós explicitarmos. Devemos perguntar qual posição assume, o que defende, o que deseja demonstrar, qual a ideia central, proposição ou tese.
Em geral, em textos logicamente organizados cada unidade tem uma ideia central e todas as demais estão a elas associadas, são paralelas ou complementares. Nas explicações da tese devemos sempre usar proposições, orações, juízos completos e nuca apenas expressões como ocorre no caso do tema. A ideia central deve ser demonstrada por meio de raciocínio. Agora vamos para análise interpretativa.

Analise interpretativa é tomar posição própria a respeito das ideias enunciadas, é superar a estrita mensagem dos textos, é ler nas entrelinhas, é forçar o autor a dialogar, é explorar a fecundidade das ideias, é cotejá-las, enfim é chamar o autor para conversa. Devemos situar o pensamento, e verificar as ideias expostas e ver se relacionam-se com as posições gerais do pensamento como é conhecido. Devemos situar o autor no contexto mais amplo, ou seja, cultural e filosoficamente, mostrando se o sentido de sua própria perspectiva destacando-se tanto os pontos comuns e originais.

Buscar compreensão e interpretação dos pressupostos que são os princípios que justificam a posição assumida pelo autor, tornando mais coerente dentro de uma estrutura lógica e muito rigorosa.
Devemos fazer a interpretação crítica, mas isso não significa seguir a metodologia ou abordagem crítica de trabalho, mas a formulação de juízo crítico, ou seja, colocar em cheque até que ponto o autor conseguiu de modo lógico atingir o que se propusera. Refletindo sobre até que ponto o autor consegue uma colocação original, própria e pessoal, superando a pura retomada de textos de outros autores. Resta-nos aludir a uma possível critica pessoal as posições defendias nos textos, mas isso é difícil, pois exige maturidade intelectual. Enfatizamos que é importante compreender a diferença entre delimitação do problema e problematização, a primeira é o desvelamento da situação conflito que busca solução e a ultima é tomada em sentido amplo e visa levantar discussões e reflexões.

Vamos por fim a síntese pessoa que é a construção lógica de uma redação fruto de uma leitura bem feita que deve permitir a nós que avancemos no progresso e no desenvolvimento de ideias.

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