O autor começa alertando que uma premissa para educação é não permitir que Auschwitz se repita e defende que não sabe porque foi dada pouca atenção a esse fato por conta da monstruosidade que foi. Segundo Adorno, existe pouca consciência sobre isso. Defendeu que qualquer debate deve levar em conta esse cuidado. Para ele foi uma barbárie contra educação. Alerta que a barbárie continuará se não nos focarmos em minar as condições que permitem essa regressão educacional. Adorno argumentou que o fato das pressões sociais existirem assusta porque torna premente e emergente o tipo educacional Auschwitz. Para o autor parece que a humanidade está evoluindo para anticivilização. Adorno escreveu que evitar a repetição é um problema porque precisamos nos conscientizar sobre isso, mas parece que anos vão se passando mas a sociedade e seus membros não mudam, principalmente os responsáveis por chegarmos onde estamos.

O autor aponta que prejudicar milhões de inocentes é minimizado pela superficialidade daqueles que não foram prejudicado, na mesma medida em que usar números é humanamente indigno, porque seres humanos não são números, mas pessoas e pior em face do pseudo progresso. Adorno diz que os lideres dos movimentos sabem o que ocorre e guardam sigilo e isso é indigno. Adorno nos alerta a tomar cuidado com a retórica na medida em que ela torna habitual algo de modo a justificar o arrebate, por exemplo: Tornou-se habitual chamar o aumento súbito da população de explosão populacional: parece que a fatalidade histórica, para fazer frente à explosão populacional, dispõe também de contra-explosões, o morticínio de populações inteiras.

Adorno escreveu que um problema é que buscamos a raiz dos problemas nas vítimas quando devemos buscar nos perseguidores: por exemplo: indicamos que os problemas educacionais estão nos alunos que não querem nada com nada quando na verdade a instituições de ensino é que são ruins.

Segundo Adorno devemos apontar o que faz as pessoas acometerem atos ruins e intervir de modo que não sejam capazes de tais atos, mas despertando a consciência e não de modo autoritário porque os culpados não são as vitimas, mas a falta de consciência.

Para Adorno a educação tem sentido unicamente como educação dirigida a uma auto-reflexao crítica, pois a reflexão critica fomenta a consciência que mina a rebelião violenta e irracional que se dá predominantemente contra quem é considerado socialmente fraco, mas é interessante que nossa sociedade ao mesmo tempo em que se integra cada vez mais, gera tendências de desagregação. Exemplo: nossa sociedade integra o marginalizado fazendo caricaturas dele por meio das mídias de modo que ele se perceba integrante da sociedade, mas sem perceber que ele mesmo é a piada.

Adorno fala de educação após Auschwitz, se referindo à educação infantil, , ao esclarecimento geral, que produz um clima intelectual, cultural e social que não permite tal repetição; Autor aponta que a ideologia de superioridade é colocada na cabeça da criança pequena e ela vai crescendo nessa crença e por isso as estruturas de autoridade assumem dimensão destrutiva.

O autor propõe compromisso da sociedade com a possibilidade de não permitir a repetição dos genocídios e defende que o aspecto mais decisivo é social e não psicológico. É interessante porque ele refaz o parágrafo acima sobre a busca das razoes no perseguidor.
Para Adorno o único poder efetivo contra o princípio de Auschwitz seria a reflexão, a
autodeterminação, a não-participação. Para autor a experiência assusta muito por isso o melhor modo de combate é a conscientização no sentido de apontar o quanto tal comportamento é descabido para si próprio e para a humanidade, aponta que a diferença cultural ainda persistente entre a cidade e o campo e isso constitui uma das condições do horror, embora certamente não seja nem a única nem a mais importante e ninguém mostra a defasagem cultural que também é culpa dos modernos meios de comunicação de massa sobre um estado de consciência que fica cada vez mais multilada. Basta prestar atenção em um certo tipo de pessoa inculta como até mesmo a sua linguagem — principalmente quando algo é criticado ou exigido se torna ameaçadora, como se os gestos da fala fossem de uma violência corporal quase incontrolada.
Adorno faz alusão a brutalidade de hábitos tais como os trotes de qualquer ordem, ou quaisquer outros costumes arraigados desse tipo, é precursora imediata da violência nazista que eles tratavam como “costumes”.

Adorno aponta que a ciência tem que se ocupar de resolver essas coisas e não apenas com divertimentos populares. Segundo autor a educação forçada no sentido de severa não é o melhor caminho para ele ela é totalmente equivocada. A severidade passa ideia de que dá força para suportar as dores do mundo, mas nen deveriam haver essas dores e nesses mecanismos que devemos nos concentrar em apresentar.

O centro de toda educação política deveria ser que Auschwitz não se repita. Isto só será possível na medida em que ela se ocupe da mais importante das questões sem receio de
contrariar quaisquer potências, informando acerca do jogo de forças localizado por trás da superfície das formas políticas. Tratar criticamente um conceito tão respeitável como o da razão de Estado, para citar apenas um modelo: na medida em que colocamos o direito do Estado acima do de seus integrantes.

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