Algumas experiências valem mais que qualquer tesouro, sendo que a felicidade que é a valiosa experiência e mais verdadeira está no trabalho e nas relações e não no ouro material.
A experiência deve ser transmitida aos jovens de modo conciso não ameaçador.
Atualmente passar experiências está em baixa porque quase sempre não são boas as que se relatam, tornando os jovens cada vez mais ricos em ter experiências comunicáveis, mas cada vez mais pobres.
Nesse contexto surgiu uma nova forma de miséria que é a técnica se sobrepujando ao humano e a angustiante riqueza de idéias se difundiu entre os povos.
Daí foi um pulo para o reverso dessa miséria galvanizante que foi o surgimento das tais ciências Cristãs, Astrológicas, Quiropráticas entre outras.
Olhando as atuais relações torna-se perceptível o modo fugaz, terrível e caótico cuja depositamos nossas esperanças.
Revelam-se com clareza que nossas experiências pobres nos torna mendigos de experiências e hoje é uma prova de honradez admitir nossa pobreza, confessar que estamos inseridos nessa barbárie.
Essa pobreza que falamos impede o bárbaro de recomeçar, de partir a frente, começar de novo, contentar-se com pouco e fazer muito com pouco sem olhar para esquerda ou direita. Não conseguimos dar inicio a nossos projetos a partir de uma tabua rasa.
Alguns pensadores já estão se adaptando a pobreza de experiência que conota uma total e radical desilusão com o século e ao mesmo tempo fidelidade a esse modelo cultural.
Vêem-se as formas desumanizadas que os literários escrevem não mais descrevendo a realidade, mas alterando-a de tal modo que são usados de servidão.
Pobreza de experiência é aspirar um mundo em que se possa ostentar tão pura e claramente sua pobreza esperando que algo resulte disso.
Ficamos pobres e abandonados afastados de todo o patrimônio humano que está empenhado por um valor baixíssimo, em que a tenacidade é um privilégio de poucos poderosos.

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