O papel do psicólogo está muito além de resolver problemas, mas tem uma tarefa mais árdua e complexa, pois é o profissional responsável por colocar o sujeito diante de sentimentos que ele não poderia sozinho.
Mas como colocar o sujeito diante de sentimentos que ele mesmo não conhece? Talvez seja essa uma entre as maiores dificuldades desta atuação.
Atuação do profissional de psicologia deve ser como uma investigação cientifica bem aplicada em que a ênfase em questionamentos sistemáticos que conduzem a reflexão seja preponderante não deixando obviamente de avaliar as diversas fontes de informações não apenas do tipo verbal, mas investigando inclusive as encobertas e as privadas.
Nesse tipo de avaliação é de extrema importância que o profissional racionalize e ensine o sujeito sutilmente a racionalizar independentemente dos problemas que possa surgir transformando as aversões em auto-exploração racional.
O psicólogo deve absorver as informações passadas pelo sujeito que muitas vezes estão fragmentadas e por isso é improvável que ele por si próprio possa analisá-las, deve racionalizar realizando análise funcional da tríplice contingencia e devolver de modo organizado ao mesmo para que o próprio sujeito possa avaliá-la significativamente. Isso feito de modo adequado terá forte impacto sobre a organização dos comportamentos do sujeito.
Durante o atendimento uma das tarefas do profissional de psicologia é colocar o sujeito em contato com suas experiências e não com seus problemas, deve estar disponível para acolhê-lo e fazê-lo sentir-se entendido, ou seja, ser empático e ter disponibilidade para atender e receber uma gama ampla de demandas impostas pelo próprio sujeito.
O psicólogo deve encarar as experiências do sujeito a partir do referencial do próprio sujeito se excluindo ao máximo da vista da vista e se incluindo na cliente.
Deve colocar o sujeito dentro da demanda no momento presente e deve agir como facilitador no processo de visualização clara de si mesmo por parte do cliente e de suas perspectivas diante das situações, ou seja, clarear as demandas e conseqüentemente fazer o sujeito entrar em contato com essas demandas de modo mais racional e frutífero para sua saúde psicológica e bem estar em seu estilo de vida cotidiano.
O psicólogo deve proporcionar a possibilidade ao sujeito de modo sutil de lhe dar com as aversões sociais sem mudar a ordem da sociedade em que vive, fazendo o sujeito perceber que se mudar a si próprio mudará também a ordem social de algum modo, pois são as atividades psicológicas que produze uma determinada complexidade social.
O psicólogo não deve limitar-se ao plano abstrato do individual, mas deve confrontar também os fatores sociais onde se materializa toda individualidade humana. A conscientização não muda, mas facilita a mudança.

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