Há algumas décadas o filosofo já reivindicava o desejo de uma ideologia que manipulasse seu comportamento e assim tornasse possível o dia nascer feliz. Podemos perceber claramente que apenas assim é possível suportar o modelo de vida cansativo que a modernidade tornou possível, modelo que é construído por relações virtuais frágeis que reproduzem a vida real, mas sem os riscos que estão ligados a ela, pois se acontecer algo que eu não goste posso simplesmente desconectar-me sem demora.
Há muitos anos outro filosofo tão perspicaz com as palavras e visionário já dizia que é necessário se esforçar para ser um sujeito normal, sendo necessário se afastar do próximo para ver as coisas de um prisma diferente e que essa visão o caracterizou um louco que precisou controlar certa dose de “maluques” misturada com a lucidez de uma pessoa enquadrada em um sistema déspota.
Analisando a historia de vida da espécie humana concluímos então que é repleta de atrocidades morais que minam as relações e nos inserem em um sistema amplo e injusto fazendo que creiamos que isso é a mais pura ordenação lógica e seqüencial das coisas, toda via avaliando sem muitas minúcias recorrentes situações ficam claras e podemos perceber diversas lacunas em todos os discursos algozes, não precisamos necessariamente nascer a dez mil anos atrás para saber de tudo, mas precisamos para aprender o necessário sobre nós mesmos.
Existem momentos em que nós meros mortais que não se vendem ao produtivismo pragmático e ao estereótipo da burrice exibida pelos aparelhos de repressão ideológicos desejaremos que a terra pare e que não tivéssemos que defender com unhas e dentes a soberania de um estado injusto que realiza praticas não louváveis, mas que de fato contribue para a disseminação da injustiça legitima de um sistema político que induz o organismo ao não pensar.
Olhamos para os lados e sempre sabemos o que está ocorrendo, porque a sociedade se tornou um grande espetáculo previsto em tempos remotos pelos ortodoxos Orwellianos, dês daqueles tempos era possível prever os descaminhos que o modelo de vida cansativo estava proporcionando, talvez por esse motivo haja tantos rumores de que o mundo está caminhando o fim.
Antigamente os filósofos estudavam as origens do mundo, a existência, a finitude e a plenitude humana, atualmente findaram – se as reflexões e os filósofos e artistas não por incapacidade ou competência, mas por alienação não conseguem achar o modo eficaz e apropriado para expor suas idéias e lutas sociais além das pessoais e despendem suas energias intelectuais com atividades sem fim produtivo, dirigem seus pensamentos com assuntos vãos de como melhor agregar atributos efêmeros aos seus corpos esbeltos e delineados ou em como se tornar cada dia mais irreverente com suas próprias desgraças ao invés de direcionar a energia produtiva para entender aspectos que melhorassem o estilo de vida dos diversos organismos habitantes do planeta.
Ninguém mais anda distraído, impaciente e indeciso, mas são extremamente ansiosos e preocupados com as futilidades sociais exigidas pela mídia e impostas pelas belíssimas fêmeas expostas em out doores nas campanhas publicitárias como se aqueles seres fossem os deuses mais lindos.
Mas não pensem que o cenário que narro é o mais fidedigno, pois obviamente há casos que de tão complexos nem mesmo nós pessoas que tentam ser focadas em frases que produzem e que tem algum sentido conseguimos perceber ou argumentar com a propriedade devida.
Para concluir, tento convencer os leitores de que o mundo é efêmero e que não devemos deixar o mundo como está mesmo havendo motivos para que nos mantenhamos em inércia ou letargia, pois há acontecimentos que tornam nossas experiências melhores e que nos mostra claramente que podemos mudar o futuro da humanidade.

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