Psicanálise e Freud certamente são nomes conhecido em quase todo o planeta, há de se supor que figuras tão importantes ou talvez até mais que Freud para psicologia não tenham notado reconhecimento.

Psicanálise e Freud certamente são nomes conhecido em quase todo o planeta, há de se supor que figuras tão importantes ou talvez até mais que Freud para psicologia não tenham notado reconhecimento.

A psicanálise surgiu no momento em que floresciam outras escolas de pensamentos psicológicos, mas o que é interessante é que, embora o estruturalismo e o funcionalismo estivessem presentes, a psicanálise se difundiu com muita força até o surgimento do behaviorismo.

Surgiu de modo totalmente diferente das escolas tradicionais, pois tinha objeto de estudo totalmente diferente das outras escolas e seu método ainda mais. Enquanto a psicologia se ocupava da consciência, percepção e comportamento, a psicanálise se ocupava dos comportamentos anormais e seu método era observação clinica fugindo assim dos laboratórios acadêmicos por razões obvias, não é possível fazer introspecção com o inconsciente e por isso essa instancia não tinha lugar na psicologia. Mais adiante Watson poderia ter tratado tanto da consciência quanto do inconsciente, mas sua abordagem naturalista não permitia

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Os predecessores de Freud foram Platão, Decartes, Leibnitz, Herbart e mais recentemente Fechner que foi de quem Freud tomou grande parte de suas ideias. (Jones, 1957 apud Schultz, 1981). Portanto, não foi Freud quem descobriu e quem primeiramente começou a tratar o inconsciente, Só começou a estudá-lo.

Freud não se opunha a nenhuma escola psicológica porque emergiu fora do campo acadêmico, mas precisava estar contra algo, por isso Freud criticava severamente o modelo de tratamento a qual eram submetidos às pessoas consideradas dotadas de distúrbios mentais em sua época, sendo ele, talvez um precursor da luta antimanicomial e um revez ao movimento psiquiátrico, além de ser clara oposição às ideias kantianas de somatismo.

A psicanálise se desenvolveu como um aspecto da revolta contra essa orientação somática. À medida que o trabalho com os doentes mentais progredia, alguns cientistas se convenciam de que os fatores emocionais tinham muito mais importância do que lesões cerebrais ou outras possíveis causas físicas. (Schultz, 1981, p. 328).

Disso surgiu a hipnose na Austria com Mesmer, na Inglaterra com Braid e com Charcot na França e mais adiante a literatura de Janet influenciou muito dos trabalhos de Freud, não podemos esquecer-nos da influência de Darwin sobre Freud e o desenvolvimento infantil tratando sobre a evolução mental.
Darwin insistia que os seres humanos são impelidos por forças biológicas, particularmente pelo amor e pela fome, que ele acreditava serem o fundamento de todo comportamento. Menos de uma década mais tarde, o psiquiatra alemão Richard von Krafft-Ebing exprimiu a mesma concepção, a de que a autopreservação e a gratificação sexual são os dois únicos instintos da fisiologia humana. Assim, cientistas respeitados que seguiam a linha de Darwin reconheciam o papel do sexo como motivação humana básica. (Schultz, 1981, p. 329).

Mais adiante Freud conheceu Breuer um médico renomado que tratava seus pacientes os fazendo recordar de certas situações e induzindo a falar sobre e depois disso os pacientes sentiam-se melhores. Breuer é importante para o desenvolvimento da psicanálise, pois introduziu a Freud o método da catarse, a cura falada, que viria depois a merecer tanto destaque em sua obra.

Freud abandonou o uso da catarse porque havia pacientes que eram difíceis de hipnotizar e começou a usar a associação livre, mas que em suma é muito diferente do que é praticado por muitos psicanalista, a técnica de Freud se chamava na verdade livre invasão ou livre intrusão que foi erroneamente traduzida por associação livre.

O paciente é encorajado a tratar espontaneamente sobre qualquer ideia, por mais tola que pareça com objetivo de trazer a tona a percepção consciente seja lembranças ou pensamentos reprimidos. (Schultz, 1981).
Mediante a livre associação, Freud descobriu que as lembranças do paciente iam invariavelmente à infância, e que muitas das experiências reprimidas de que o paciente se recorda va tinham relação com questões sexuais. Já sensível ao possível papel dos fatores sexuais na etiologia das doenças, e tendo conhecimento da literatura profissional corrente sobre a patologia sexual, Freud voltou sua atenção para o material de cunho sexual revelado nas narrativas dos pacientes. (Schultz, 1981, p. 340).

Freud desenvolveu analises de sonhos como um tipo de auto análise e acreditava que os sonhos não poderiam ser completamente sem sentido, mas de uma ligação com o inconsciente. Ele percebeu que não podia se auto analisar e por isso analisava seus sonhos.

Mais a frente Freud percebeu que associação livre era limitada e que cedo ou tarde o paciente parava de falar e interrompia o tratamento Freud chamou de resistência, chamou porque não inventou ou descobriu, mas copiou de Arthur Schopenhauer, embora, afirmasse que não leu, assumiu que foi predecessor.

O método freudiano de pesquisar foi e continua sendo muito contestado por conta da falta de rigor metodológico.

Posteriormente Freud desenvolveu a psicanálise como teoria da personalidade agregando-lhe os instintos e as instâncias mentais agrupando os instintos em de vida e morte e as instancias em id parte primitiva da personalidade, ego que é mediador entre o id e o mundo exterior e que facilita a interação e o super ego, regra de condutas ensinadas mediante recompensa e punições. ‘O superego representa ‘todas as restrições morais”’. (Schultz, 1981, p. 345) e desenvolveu os estágios psicossexuais do desenvolvimento da personalidade.

Como pudemos notar, Freud e a psicanálise tem forte importância na psicologia moderna, mas seus métodos, embora muito utilizados, não. Freud e a psicanálise na medida em que podem ser chamados de psicologia, podem na mesma medida ser afastada, pois seu objeto de estudo não é o mesmo. A psicologia se define um saber cientifico, mas uma breve caracterização da psicanálise nos dá provas copiosas de que seus objetivos, instrumentos e nascimento não se enquadram nessa perspectiva.

Referências
SCHULTZ E SCHULTZ, (1981) HISTÓRIA DA PSICOLOGIA MODERNA. TRAD. ADAIL UBIRAJARA SOBRAL E MARTA STELA GONÇALVES, ED. CULTRIX. SÃO PAULO.

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