Segundo Quayle (2009) o papel do psicólogo clínico é tradicional, embora, ainda seja visto com certa desconfiança. Quayle (ibid) é precisa em seu argumento na medida em que a prática da psicologia, com exceção as escolas comportamentais radicais, fogem ao materialismo do objeto de estudo e por isso as pessoas sentem-se desconfortáveis em realizar investimentos ‘naquilo’ que não podem ver.

Quayle (ibid) explicou que as intervenções psicológicas tem eficácia comprovada e esse argumento realmente é uma verdade, no entanto, a psicologia muitas vezes não consegue explicar, a não ser de modo simplista, o porque há eficácia em suas práticas. Fato que há eficácia, no entanto, não se pode comprovar em causa e efeito o porque de sua efetiva funcionalidade e isso nos coloca em especulações muitas vezes depreciativas, alem de comparações com métodos não científicos, mas que causam também muito alivio.

Quayle (2009) trata da psicoterapia como um campo multifacetado, mas enfaticamente percebemos que justamente as múltiplas concepções e visões acerca do objeto o torna uma fragmentada colcha de retalhos intelectual. A quantidade metodológica gera certos problemas que implicam na aplicação e concepção cientifica do trabalho a ser realizada na psicoterapia.

Quayle (ibid) acentuou que a ABRAP – Associação Brasileira de Psicoterapia fomenta promove e fomenta o intercambio entre profissionais de diversas regiões a fim de constituírem um fórum de reflexão, entretanto, tal promoção em suma não cumpre os objetivos na medida em que amplifica e difundem alguns métodos que se mostram mais eficientes, mas não leva em conta que o método deve ser restrito a sua própria região, ou seja, seria mais proveitoso que houvesse promoção de ciência regional que culminassem no desenvolvimento de métodos específicos do que a disseminação de prática daqueles autores mais eloquentes.

Quayle (2009) escreveu que a ABRAP “não visa congregar de forma corporativa exclusivamente profissionais desta ou daquela formação, por exemplo, somente psicólogos, ou somente psiquiatras” refletindo criticamente sobre esse argumento podemos ressaltar que é justamente a ausência de foco e rigor que a mesclagem profissional possibilita que enfraquece a produção cientifica dos saberes ‘psi’ na medida em que cada classe profissional faz leituras divergentes de um dado fenômeno.

Psi é uma terminologia que em sua gênesis nos implica o pensamento a algo abstrato da qual não se aplica os métodos científicos e a missigenação de visões de mundo (classes) diferentes apenas amplifica as contradições inerentes. Essas questões são reforçadoras a certos comportamentos desconfiados em relação à psicologia que nada tem haver com a psicoterapias.

Quayle (2009) tenta responder as questões: O que é um psicoterapeuta e o que esse profissional trata?, entretanto, é difícil responder essa pergunta porque o psi não está à alcance da ciência na medida em que não é físico e não deveríamos relacionar psicoterapia a psicologia na medida em que são práticas diferentes. A Psicologia trata de fatores ligados consciência, percepção e comportamento (Schultz & Schultz, 1986), enquanto a psicoterapia: “é o processo científico de compreensão, análise e intervenção que se realiza por meio da aplicação de métodos e técnicas psicológicas, promovendo a saúde integral e propiciando condições para o enfrentamento de crises, conflitos e/ou transtornos psíquicos.” (Agência Nacional da Saúde Apud Quayle 2009, 101). O Termo Psíquico muda todo o argumento e o torna não cientifico o que nos mostra a inconsistência da frase que descreve tratar cientificamente de um objeto que a ciência não alcança e isso nos parece falacioso.

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