Segundo estudiosos ao menos 12% da população mundial podem ter depressão, entretanto, não sabemos ao certo o que causa e a qual a incidência, mesmo com diversas análises quantitativas acerca do suicídio que é um provável fim, também não é possível ainda avaliar com um índice gráfico confiável.

Segundo estudiosos a depressão é causa de internações psiquiátricas 75% do público frequentador dessas instituições e a psicoterapia eficiente nos casos de depressão é extremamente crucial, pois apenas por meio desta poderemos definir se o serviço está evoluindo e resultando em bons frutos, pois nem todos os pacientes depressivos respondem aos medicamentos.

Sugerimos a experiência psicoterápica para os casos de depressão porque acreditamos que os pacientes podem aprender por meio delas e a partir disso se relacionarem melhor com suas depressões posteriores; a fim de desenvolver e preparar um ambiente psicológico antissuicida trabalhando a desesperança e expectativas negativas do sujeito sugerimos a terapia cognitiva ativa, estruturada de prazo limitado que se fundamenta numa base teórica subjacente, que acredita que o comportamento é largamente determinado pelo modo como ele percebe e estrutura o mundo.

As técnicas cognitivas objetivem delinear e testar as falsas concepções que o individuo tem do mundo, além de ensinar-lhe algumas operações. São usadas técnicas verbais por meio da funcionalidade de cada acontecimento. Uma das coisas boas desse modelo de terapia é que o paciente incorpora certas aprendizagens passadas pelo terapeuta.

Técnicas behavioristas são usadas em pacientes em casos mais graves para ocorrer mudança de comportamentos e eliciar cognições associadas a comportamentos específicos, porém os terapeutas por não serem estritamente comportamentais sofrem para tomar decisão sobre qual momento é o mais adequado para essas intervenções.

O terapeuta deverá saber lidar com o paciente tendo em vista que os métodos behavioristas vão tirar o paciente da inércia e letargia movendo-o em direção a atividades construtivas. Além de que experiências de sucesso são mais prazerosas que métodos cognitivistas que contradizem crenças errôneas.

A terapia cognitiva difere das convencionais por conta de estrutura formal das entrevistas e no foco da problematização, nesse meio o terapeuta continuamente interage com o paciente, inserindo uma estrutura particular que insere o paciente no contexto, no inicio ele fica maio confuso, mas posteriormente o terapeuta o ajuda a organizar seu pensamento.

A terapia cognitiva contrasta com a psicanálise por não dar ênfase a recordações da infância a não ser em eventos específicos e contrasta com o behaviorismo por investigar eventos internos. O cognitivismo é influenciado por autores cujos trabalhos emergem da psicanálise, outros cujos trabalhos filosóficos são notadamente reconhecidos como fenomenológicos, além de possuir influência moderna das diversas pesquisas behavioristas.

A terapia cognitiva da depressão inclui em seu grupo de técnicas inter-relacionadas do crisol de uma diversidade de experiências clinicas com depressivos. Um dos estudiosos mais importantes desse tema foi Aron Beck, que postula uma tríade para entendimento do depressivo. Tríade cognitiva, esquemas e erros cognitivos. O modelo cognitivo pode explicar os sintomas físicos da depressão.

Organização estrutural do pensamento onde o sujeito está em relação seletiva a muitos estímulos e a partir disso o conceitua; Processamento falho das informações onde ocorrem erros de avaliação e crenças percebendo apenas conceitos negativistas a despeito de evidencias contraditórias.

Essa abordagem é tida como promissora, mas deve-se ainda estudar quais são os limites de aplicabilidade da mesma; ainda que haja notadamente erros comuns praticados por profissionais, pois desprezam questões extremamente importantes como a relação paciente terapeuta, ausência de importância da expressão dos sentimentos maneira usual na comunicação, entre outros.

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