Representação
Crença no Papel que o individuo está representando.
Quando um individuo desempenha um papel, implicitamente solicita que seus observadores levem a sério a impressão sustentada perante eles. Pede que acreditem que o personagem que vêem no momento possui os atributos que aparenta possuir, que o papel que representa terá as conseqüências implicitamente pretendidas por ele e que, de um modo geral as coisas são o que parecem ser.
O individuo, passa sua realidade ao outro acreditando que esta fazendo um bem;
Em um extremo, encontramos o ator que pode estar inteiramente compenetrado de seu numero, que começa acreditar que a realidade que está apresentando é de fato a realidade, e nesse momento, somente um sociólogo ou uma pessoa mais compenetrada a esses estudos, conseguem desvendar essa cena.
Em outro extremo, percebemos o ator que não esta completamente compenetrado em sua própria prática.
Isso é plenamente justificável, pois ninguém melhor que a pessoa que atua para perceber se está representando bem, quando o individuo não crê em sua atuação e não se interessa pela que seu público acredita, podemos chamá-lo de cínico, reservando o termo “sincero”, para o ator que realmente acredita em sua encenação e que deseja que os outros também acreditem.
Deve ficar claro que o cínico, com todo o seu descompromisso profissional, pode obter prazeres não profissionais de sua Pantomima ( representação, teatral, mímica, Expressão corporais fisionômicas), experimentando uma espécie de jubilosa (jubilo –intensa alegria) espiritual pelo fato de poder brincar a vontade ou com alguma coisa que seu publico deve levar a sério.
Obviamente que não podemos afirmar que todos os cínicos estejam interessados em iludir a platéia, (aqui estou falando que nem todas as pessoas querem enganar às outras propositalmente visando lucros financeiros ou interesses pessoais de qualquer gênero) mas o cínico pode fazer isso julgando que esta fazendo um bem a o publico ou a ele mesmo.
Na verdade é claro que às vezes é necessário ludibriar os fregueses, pois eles pedem isso.
Sempre há dois extremos, um sujeito pode estar convencido de seu ato ou ser cínico a respeito dele, cada um desses extremos dá ao sujeito a garantia de defesa e por isso quem esta próxima desse pólo certamente ira até ele, ou seja, entrara em um dos extremos.
Na falta de crença interior no papel do outro o individuo seguira o curso descrito por Robert Park.
“Não é provável que a concepção primeira da palavra pessoa queira dizer mascara, mas antes, o reconhecimento de que todas as pessoas estão em todos os momentos e em todos os lugares representando papeis, talvez mais, talvez menos conscientemente.
Em certo sentido, e na medida em que esta máscara representa a concepção que formamos de nós mesmos, o papel que nos esforçamos para por chegar a viver, esta mascara, é o nosso mais verdadeiro eu, aquilo que gostaríamos de ser, sendo assim, Ao final a concepção do que temos de nosso papel torna-se uma segunda natureza e parte integral de nossa personalidade. Entramos no mundo como indivíduos adquirimos um caráter e nos tornamos pessoas”.
O cinismo nada mais é que uma dose de insegurança.
Muitas vezes os sujeitos seguiram esse caminho não porque pensam estar iludindo seu publico, mas, porque podem usar o cinismo como uma maneira de isolar sua personalidade intima do contato com o publico, como se guardasse seu intimo para segurança própria.
Um sujeito oscila muitas vezes entre cinismo e sinceridade, para depois refletir sobre as crenças a seu respeito.
Por exemplo: Os estudantes de medicina deixam de lado suas aspirações para aprender como passar nas provas, depois estão ocupados demais em aprender as conhecer as doenças para darem foco a suas aspirações e só depois que o curso de médicos acabou é que seus princípios ideais podem ser reafirmados.
Fachada
O termo representação se refere a toda atividade em que o se passa num período caracterizado pela sua presença continua diante de grupos, massas, observadores e que tem sobre estes alguma influencia.
A fachada tem que ocorrer por um período objetivado por definir uma situação a quem observa.
Fachada é o equipamento expressivo de tipo padronizado intencional e inconsciente empregado pelo individuo durante sua representação. Para fins preliminares será conveniente distinguir e rotular aquelas que parecem ser as partes padronizadas da fachada.
Primeiro vem o cenário, elementos que vão constituí-lo e os suportes do palco para desenrolar ação humana executada nele.
O cenário tende a permanecer na mesma posição geograficamente falando, somente em casos raros eles acompanham os atores. EXEMPLO: ENTERRO.
Uma observação válida é que esses lugares parecem fazer com que os atores se achem sagrados tornando-os protegidos. FUNCIONALISMO PÚBLICO.
Formadores da fachada pessoal, Roupas, acessórios, expressões pessoais, gestos, padrões de linguagens e coisas do gênero.
No geral alguns desses veículos de comunicação são únicos nos indivíduos, porém, em contrapartida eles podem variar entre encenações.
Às vezes a fim de interpretar o ator é conveniente que os estímulos sejam separados para que analisemos melhor, esses estímulos são Aparência e Maneira.
Aparência são os estímulos que funcionam no momento para revelar o status social do ator;
Exemplo, nos esclarece se o sujeito esta em uma atividade social, profissional ou recreativa
Maneiras são o que o ator espera desempenhar na situação que se aproximam estímulos que funcionam para nos informar sobre o papel de interação.
Exemplo: Arrogância, isso pode nos fazer inferir que o ator deseja ser o iniciador da situação, além de querer dirigir o curso da interação.
Obviamente pode acontecer de que esses estímulos fiquem desencontrados, ou seja, vão a oposto um do outro.
Exemplo, o ator de alta sociedade se apresenta para algum outro de mais alta sociedade.
Mas claro que o que se espera certa compatibilidade entre ambiente, aparência e maneira.
Devemos ter ciência de que muito dessa fachada social esta em um nível abstrato, exemplo disso são aqueles cuja suas maiores virtudes são a modernidade, competência e integridade.
Por exemplo: Um homem que se veste de preto e tem moicano, além de possuir anéis cuja o significado seja categorizado com punk.
Numa dessas, fica fácil para o observador detectar pensamentos estereotipados.
Em determinadas situações os atores são obrigados a manterem o mesmo papel social em certas situações, nesse caso a fachada torna-se coletiva e sempre que um sujeito tem um papel ele analisa se a fachada corresponde a esse papel.
quando uma fachada é escolhida e não criada, o sujeito encontra diversas dificuldades quando realizam uma tarefa.
Deve-se ficar claro que fachada é uma coisa, fachada pessoal é outra e fachada social também.
Fachada é um cenário.
Pessoal são os objetos que enchem de valores e estigmas.
Social são praticas e ações atribuídas.
Realização Dramática
Em Presença de outros, o individuo geralmente inclui em suas atividades sinais que acentuam e configuram de modo impressionante fatos confirmatórios que, sem isso, poderia permanecer despercebidos ou obscuros.
Pois se a atividade do individuo tem de se tornar significativa para os outros, ele precisa mobilizá-la de modo tal que expresse, durante a interação, o que ele precisa transmitir.
De fato pode-se exigir que o ator não somente expresse suas pretensas qualidades durante a interação, mas também que o faça durante uma fração de segundos na interação.
O problema de dramatizar o próprio trabalho implica em mais do que simplesmente tornar visíveis os custos invisíveis. O trabalho que deve ser feito por aqueles que ocupam certos status é, com freqüência tão mal planejada como expressão e um significado despejado, que se a pessoa incumbida ele quisesse dramatizar a natureza do seu papel deveria desviar consideravelmente quantidade de energia para esse fim.
Dramatizar é dar uma valorizada na atuação, tornando visíveis o que é invisível no plano da atuação.
Idealização
A execução de uma prática apresenta, através de sua fachada, algumas exigências um tanto abstratas com relação à audiência, que provavelmente lhe são apresentadas durante a execução de outras práticas, isso constitui um dos modos pelos quais uma representação é socializada, moldada e modificada para se ajustar a compreensão e as expectativas da sociedade a que é apresentada.
A noção de que uma representação apresenta uma concepção idealizada da situação é muito comum, pois o ator tende a envolver-se de valores que serão aceitos pelo público.
Assim, quando o individuo se apresenta diante dos outros, seu desempenho tenderá a incorporá-la e exemplificar os valores oficialmente reconhecidos pela sociedade e até realmente mais do que o comportamento do individuo como um todo.
Na medida em que uma representação ressalta valores oficiais comuns da sociedade em que se processa, podemos considerá-la como uma cerimônia ou reafirmação de valores morais da comunidade, além disso, aquelas representações que forem aceitas parte da realidade serão cheias de características dotadas de celebração.
Uma das fontes mais ricas sobre a representação de desempenhos idealizados é a literatura sobre mobilidade social.
Na maioria das sociedades parece haver uma classe responsável pela estratificação e em muitas sociedades estratificadas existe a idealização das camadas superiores e um carta aspiração dos que ocupam as camada inferior de ascensão.
A mobilidade serve para manutenção da fachada, a partir do momento em que o sujeito adquiri a ferramenta certa para ocorrer a mobilidade sempre, ele a usa para embelezar e dar brilho o estilo social da suas representações cotidianas.
Talvez o símbolo social mais importante seja o Status, que serve para expor a riqueza material.
Há também aquele sujeito que representa não possuir a riqueza, praticar a modéstia.
Manutenção do controle expressivo
Foi dito que o ator pode confiar que sua platéia aceite pequenos indícios como sinais de algo importante a respeito de sua atuação. Este fato conveniente tem uma implicação inconveniente, em virtude da mesma tendência de aceitar sinais a platéia pode não compreender o sentido que um indicio devia transmitir, ou emprestar um significado embaraçoso a gestos ou acontecimentos acidentais, que o autor não queria dar significado.
Em resposta a essas contingências da comunicação, os atores comumente tentam exercer uma espécie de responsabilidade, tomando providências para que a maior números possíveis de acontecimentos da representação, por mais que sejam instrumentalmente inconseqüentes, ocorra, de modo tal a não causar impressão ou dar uma impressão compatível e coerente com a definição geral da situação que está sendo promovida. (GESTOS)
Os atores trabalham para que todas essas impressões que eles não desejam que sejam vistas, ou que não dêem impressão compatível e coerente em uma situação que esta sendo promovida.
Quando se sabe que o publico é cético quanto à realidade a que é exposto, preparamo-los para apreciar a tendência de que todo o conteúdo que lhes esta sendo apresentado é falso.
O que importa não é a situação passageira que entrega o ator como falso, mas que o sinal seja interpretado como diferente que é realmente é.
Representação falsa
Sugeriu-se anteriormente que a platéia consegue identificar a verdade no que se quer passar por meio de gestos involuntários, isso coloca o autor em mau lençóis, porém, coloca também o publico diante de uma situação que pode ser enganado.
Representação Falsa
Como membros de uma platéia é natural sentirmos que a impressão que o ator procurar pode ser falsa ou verdadeira, genuína ou ilegítima, valida ou mentirosa, esta duvida é tão comum que , que como foi indicado, que damos tão freqüentemente foco as aspectos mais deturpáveis dessa representação que não podem ser facilmente manejados, capacitando nos assim a julgar a fidedignidade dessas deturpações.
Por isso, fazemos usos de projetivos, que confirmam essa tendência.
Quando pensamos que nos enganam pensamos nas discrepâncias entre as realidades e a fachada apresentada.
Quando descobrimos que alguém que nos relacionamos é um impostor percebemos que ele não tinha o direito de ocupar o papel que representava, pois ele não era credenciado ao papel que representava socialmente.
Mistificação
É a capacidade que o homem tem de agir sobre o outro sob uma posição enganosa de si mesmo, é a capacidade de mistificar algo.
Por exemplo, um rei deve ser altivo e não se misturar com o povo.
Isso segue a lógica de que a platéia pode ver o ator, o ator se faz dono de poderes celestiais, ou seja, manter a distancia social do publico, e a platéia respeitara agindo de forma respeitosa, com reverencia pelo temor pela sagrada integridade atribuída ao ator.
Realidade e artifícios
Em nossa cultura há dois modelos de bom senso, o verdadeiro e o vigaristas.
Verdadeira é uma atuação não montada e a do vigarista é arquitetada com objetivo de ludibriar ao publico.
Artifícios é a capacidade de manter os dois modelos de bom senso, ou seja, Cozinheiro Frances e espião russo e ser convincente em ambas.
Há uma relação estática entre aparência e realidade que não é nem intrínseca e nem necessária.
A representação honesta é aquela cujo podemos supor a primeira vista.

Equipe de representação
É a apresentação em que cada membro da equipe se apresente sob um aspecto diferente para que o efeito total seja satisfatório.
Grupos que cooperem entre si em uma encenação de uma rotina particular.
No texto original o autor dá muitos exemplos da dinâmica da atuação, mostra como funciona uma encenação de equipe e mostra o que não é uma equipe.
Regiões e comportamentos regionais
Uma região é qualquer lugar limitado por barreiras de percepção.
Região de fachada é o lugar onde a apresentação é executada a constituição física é o cenário.
A região é limitada por espessos de vidro incorpóreo e o ator se esforça para garantir que os padrões culturais desse lugar sejam mantidos.
Esses lugares podem ter aspectos sagrados, sexuais e morais, sendo que se pode usar termos peculiares para se referir a alguns padrões, “decoro, maneira e maneira”.
Papeis discrepantes
Objetivo geral da equipe é alimentar a definição que representa, sendo assim são necessários que se guarde alguns segredos, esses segredos podem ser estratégicos, indevassáveis e íntimos.
Indevassáveis são os incompatíveis com a imagem que mostram.
Estratégicos são as intenções e capacidades da equipe que estão ocultas a platéia a fim de evitar adaptação efetiva a situação que a equipe planeja executar.
Ainda há dois tipos de segredos oriundos da relação entre equipes o segredo livre e os depositados em confiança.
Depositados em confiança são os segredos que os atores são obrigados a guardar devido a relação que tem com a outra equipe a qual o segredo se refere, e livre são os segredos que se sabe de outrem, mas que se pode revelar sem desacreditar na imagem que representa.
Os papeis mais espetacularmente discrepantes são os que inserem um sujeito em um estabelecimento social sob uma falsa aparência.
Em primeiro lugar há o papel do delator, essa é uma pessoa que finge para os atores ser membro de sua equipe tem informações obre a peça e trai a equipe.
Segundo tem o cúmplice, age como se fosse membro da platéia.
Outro papel discrepante é aquele chamado de intermediário, aprende o segredo de cada lado e dá a verdadeira impressão de que os guardará, mas tenta dar a cada lado a impressão de ser mais leal a ele que ao outro.
Comunicação imprópria
Quando as equipes se encontram com objetivo de interação mostrando ser o que querem ser.
Tratamento dos ausentes
Quando os membros de uma equipe vão aos bastidores onde a platéia não pode vê-los nem ouvi-los geralmente depreciam-na de uma forma incompatível com o tratamento que lhe é dispensado frente a frente.
Conversa sobre encenação
Conversas sobre a encenação quando os companheiros da equipe estão longe da platéia, levantam questões a cerca das condições.
Conivência da equipe
Quando um participante transmite algo durante a encenação esperando que se comunique apenas por meio dos lábios do personagem que decidiu projetar dirigindo abertamente todas as suas observações para interação inteira de modo que todas as pessoas recebam status igual como receptoras de comunicação.
Ações de realinhamento
Quando os indivíduos se reúnem com o propósito de interação e se mantém fiel ao papel que lhe foi conferido as amarras que as restringem a um consenso operacional.
A arte de manipular a impressão
O ator deve agir com expressiva responsabilidade cuidando dos gestos involuntários.
Cuidado com as intromissões inoportunas quando um estranho entra numa região onde há encenação e pode flagrante ar os atores.
Atributos e praticas defensivas
Agir como se tivessem aceito certas obrigações morais, não devem trair os segredos da equipe nos intervalos das representações.

Esse resumo aborda os conceitos da obra, sugiro que se possível leio o conteúdo original pois há nele muitos exemplos e comentários do autor.

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