Rollo May, nascido no dia 21 de abril de 1909, na cidade estadunidense de Ada, estado de Ohio, foi um psicólogo existencialista famoso por seu livro “Love and Will” (“Amor e Vontade”), lançado em 1969.

Ainda que com freqüência seja associado à psicologia humanista, diferencia-se de Maslow ou Rogers porque utilizara na psicologia conceitos filosóficos presentes na cultura contemporânea, sendo assim como eu, influenciado pelas obras de Kierkegaard e a Nietzsche, ligando as condição humana.

Rollo May era um amigo do teólogo Paul Tillich, foi o organizador da clássica obra sobre Psicologia Existencial, que reuniu os principais autores da área.

Escreveu também “O Homem à Procura de Si Mesmo”, “A Coragem de Criar”, “Poder e Inocência” e outros livros sobre temas psicológicos e sociais, de um modo acessível aos leigos.

Faleceu no dia 22 de outubro de 1994.

O sentido da existência na concepção existencialista e a contribuição de Rollo May contrapondo contribuições importantes
O referencial freudiano:
O sentido da ansiedade: reação do ego à ameaça de perda do objeto amado, sendo a ansiedade descrita com brilhante detalhamento técnico; sendo que segundo Rollo May, deve-se fortalecer as funções egóicas para o melhor ajuste diante do conflito constante entre os instintos e censura interna. Descreve mecanismos abstratos para compreender as evidências reveladas através dos sintomas neuróticos. Não que eu concorde, mas o brilhantismo técnico deve ser avaliado;

A contribuição de Kierkegaard
A ansiedade revela a luta do ser vivo contra o não-ser; A ansiedade é vivenciada, conhecida na sua essência. Sendo o sofrimento psíquico fruto da repressão da consciência de ser; perde-se a autoconsciência e impede-se a pessoa de atualizar as suas potencialidades.
Entre os aspectos relevantes na concepção existencialista é que o existencialismo está focado na pessoa existente, no ser humano emergente e em evolução. Onde a existência precede a essência. Criação do significado da vida : a importância da vontade, da decisão e do compromisso.
“É importante apreender o imediatismo apaixonado da experiência…” (May, 1976, pág. 7).
É importante resgatar a compreensão do homem como experimentador, com aquele a quem acontecem experiências. Tratamos pessoas com sofrimentos que não são curados por teorias, por mais brilhantes que sejam.
“A natureza peculiar do homem é o seu poder de criar a si mesmo…” (Tillich, P. InMay, 1976, pág. 15)
Somos as nossas escolhas dentro dos limites que nos são impostos pelo mundo em que vivemos. As responsabilidades possibilitam o enfrentamento da realidade tal como ela é, respondendo aos seus determinantes de modo positivo.
A apreensão fenomenológica da experiência requer uma “atitude de naturalidade disciplinada”; requer abertura e capacidade de ouvir.
Os fenômenos precisam ser experimentados e não apenas observados. Devemos captar os diferentes níveis de comunicação que a pessoa está utilizando para que acessemos a sua experiência interna.

A prática terapêutica
O existencialismo não é uma forma de psicoterapia e sim uma atitude para com a terapia (May, 19. 76, pág. 17).
Revela-se um interesse peculiar em compreender o ser humano através das suas experiências.
A ansiedade intensamente vivida no mundo atual revela o receio que o indivíduo experiencie em relação aos seus próprios poderes e os conflitos que este medo produz.
As formulações teóricas rígidas protegem o terapeuta da sua própria ansiedade.
A intervenção técnica do terapeuta deve se amoldar às necessidades dos pacientes; deve-se destacar o significado do sofrimento de acordo com conceito de ser-no-mundo para o indivíduo atendido.
A contribuição do existencialismo para o desenvolvimento psicológico:
O existencialismo contribui para a conquista da individualidade, não como a fuga das realidades conflitantes, mas enfrentando-se os conflitos e sedimentando-se a individualidade das pessoas.

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