Segundo Safra o sofrimento é decorrente da vida pessoal e do mal estar causado pela cultura. Por isso afirma que a pratica clinica tem importância histórica e na historicidade.
Diz que o homem é vitima dos encontros e desencontros da vida e vitima do testemunho da dor dos outros homens na sociedade.
Culpa a atualidade e diz que o ser humano está em um período de coisificação e artificialidade tecnológica.
Diz que por isso há um achatamento do humano que se insere no contexto mundano em que a condição humana fica deixada de lado e por isso o homem experimenta a agonia claustrofóbica que é viver sem sentido.
O homem vive de tédio, impossibilidade de realizações onde surge o desenraizamento que se tornou paradigma fundamental do adoecimento na atualidade.
Segundo Safra esse fenômeno está cada vez mais presente e com maior intensidade no mundo contemporâneo, sendo maior em nível étnico, estético e diante do sagrado.
O nome dos rompimentos é sugestivo a idéia que se passa.
As pessoas capturadas pelo mundano vivem uma experiência de ausência de significados pessoais em um modo de vida superficial sem profundidade ou mistério, que as leva a uma vida de tédio e vida sem sentido.
As pessoas lançadas para fora do mundo humano sofrem por não sentirem que participam do mundo humano e não suportam viver em um mundo esquecido do gesto simples acolhido pela sacralidade da terra.
Essas pessoas são chamadas por Safra de espectrais que geralmente são confundidas com esquizóides, mas na real esses são os profetas do nosso tempo pois guardam a memória do humano e a esperança do por vir onde o sagrado passa a ter rosto humano.
Segundo Safra somos seres que anseiam pelo absoluto e que sonhamos com a realização do que dormita em nós mesmos, diz que agente vive atravessados pela memória do ainda não e que estamos sempre em metamorfose e que em cada pessoas existe uma mesclagem do si mesmo com o outro que lhe possibilite a constituição e a evolução do modo de ser.
Deve ser feito um trabalho alem da representação ontológica da condição humana, mas estar aberto as necessidades do homem no mundo, pois o mundo esta alem da representação, mas aberto aos mistérios e abertura para o outro.
Safra fala da igualdade de destino em que o outro possa vir a experimentar a igualdade, necessidade fundamental da alma humana.
Para Safra a situação clinica deve acolher o desenraizamento e possibilitar o encorajamento ético da demanda que possa estar com paciente
Segundo Safra a sessão leva a pessoa do caos a ordem pois a atenção fica voltada ao humano onde a terapia acolhe seu modo de ser.
O sujeito tem seu modo de ser aviltado que o leva a viver em desordem e cheio de agonias e o analista deve com cuidado devolver a oportunidade da pessoa acessar a ordem do mundo, pois a experiência da ordem na clinica acompanhada do reconhecimento da fratura ética vivida auxilia a pessoa a reaizar sua necessidade de encontro da ordem no mundo humano.
Safra fala de necessidade de liberdade dizendo que isso é indispensável a alma humana, diz que liberdade se relaciona com criatividade originaria a condição humana.
A criatividade faz que o ser humano esteja sempre em transição em que a transcendência originaria é elemento da condição humana e faz todo humano esteja continuamente originando novos sentidos.
Por meio desse reposicionamento que o homem se insere na historia humana, onde pode caminhar pela vida, decidir, escolher possibilidades que ocorrem.
Para Safra a experiência de ter sido amada em um processo clinico leva a pessoa a acessar o valor do cuidado e isso torna-se uma necessidade em que a partir desse momento o sujeito possa ocupar uma posição em que possa ser útil na comunidade e reconhecer sua importância no conjunto para viver em coletividade.
Para safra devemos utiliza a nossa linguagem pessoal aquela que está no nosso ser. Quando encontramos um paciente temo nos familiarizar com seu idioma e com sua semântica existencial, pois ela que permite que agente compreenda o que Lee busca encontrar por meio de nós.
O ser humano acontece na historia e é historia
Safra trata muito de clinica na pratica, mas não explorei essa questão por que ele é psicanalista e tem métodos próprios da psicanálise.

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