Segundo o autor o homem é iluminado por diversas luzes, entre elas estão a Exteriores que são as mecânicas e artísticas as interiores que são sensitivas, filosófica e a luz superior da graça divina.
A primeira luz ilumina o que é artificial, a segunda as formas naturais, a terceira as formas intelectuais e a quarta é a verdade que leva a salvação eterna.
A luz exterior serve como remédio para as necessidades corporais e está abaixo das filosóficas, pois é destinada ao prazer e a comodidade, porque serve para desterrar as tristezas e indigências. É formada pelo entretenimento e para o entretenimento e se aplica também as vestes e aos alimentos. A arte e a mecânica são complementares as necessidades materiais.
Dispomos de cinco sentidos para percepção da luz sensível sensorial.
Segundo o autor conhecimento filosófico investiga as causas intimas e ocultas das coisas e se faz por meio das ciências naturais impressas no homem pela própria natureza e se divide em natural, racional e moral.
O conhecimento filosófico nos ilumina de três modos. comportamento, existência e interpretação da vida.
E a luz sagrada ilumina e conduz as coisas superiores mostrando o que está acima da razão e que vem por inspiração divina e não por investigação humana.
O interessante desse texto é o período e contexto em que foi escrito e já trata do assunto arte e mecânica. Literalmente o autor não utiliza o termo Entretenimento, mas o conceito se transliterado para atualidade seria aproximo disso.
Mostra uma inclinação bastante interessante que se aproximaria talvez das teorias criticas a cerca das ideologias e das tecnologias, trata da luz mecânica como algo que serve servilmente para os prazeres e comodidade, ou seja, ócio e luxo, mas o impressionante é que está em vanguarda a seu tempo porque escreve isso entre 1248 e 1255.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.