Os historiadores da psicologia no Brasil defendem que havia no Brasil um saber psicológico antes da psicologia cientifica e dos colonizadores chegarem.
No Brasil se dá um processo diferente do ocorrido em outros países colonizados porque lá houve multiculturalização, já aqui houve assimilicionismo.
Nós perdemos a riqueza dos nativos e não sabemos como identificar isso em nossa cultura.
No Brasil o desenvolvimento tardio de profissões universitárias é responsável direta pelo atraso do desenvolvimento de massa crítica no solo brazuca.
Essa realidade mudou apenas com a transferência da sede portuguesa para o Brasil, pois foi necessária a mudança radical das políticas de exploração, pois tudo que era proibido como estabelecimento de escolas, imprensa, universidades passou a ser permitido, caso contrário a elite portuguesa não acompanharia a corte os deixando a mercê do desconhecido Brasil.
O Brasil é um pais que se desenvolveu e continua a amadurecer sob os auspícios de um pensamento organizado e inspirados pelo iluminismo que projetava um Brasil independente.
Os exploradores estavam aqui de passagem, e os nativos e africanos eram deliberadamente mantidos em condições precárias, tratados com desconfiança, sem acesso a qualquer tipo de regalia da nascente burguesa.
Foi nesse cenário que os portugueses tiveram que iniciar as construções de um Brasil menos precário tendo em vista o nascimento de uma elite descontente instalada aqui.
Foi assim sendo criados cursos elitizados para uma minoria ainda mais elitizada, foram os cursos de engenharia e medicina e logo depois o de direito e posteriormente os de belas artes.

Haviam as profissões mas não havia a quem servir já que a maioria brasileira era formada por pessoas que não podiam pagar. Veja que são profissões autônomas e liberais, pois obviamente a burguesia elitizada não poderia ter status de trabalhador, status esses pertencentes aos manufaturadores baratos.
O avanço dos modos burgueses, num estado protetor que considerava a exploração algo legitimo propiciou o avanço da ciência e organizou mais profissões universitárias.
Muito se engana o leitor que imaginar que esse avanço foi pensando no bem estar da maioria escravizada ou excluída, mas sim pensando em formar trabalhadores capazes de pagar e de consumir os serviços oferecidos pela elite burguesa.
O quadro de precariedade absoluta vai do Brasil colônia até primeira republica velha que se encerra com a revolução industrial de 1930. Tudo no Brasil chegou tardiamente, indústrias, saneamento, formação, enfim…
É no período colonial que se divide dois tipos de atividade no Brasil, as profissões e as ocupações. No mundo não há essa diferença, apenas na culturalização brasileira explorada.
Essa divisão emerge para distinguir as classes, profissionais são elitistas e o trabalhadores tem ocupação.
Para formar mãos de obra a corte trouxe artesãos e especialistas em construção da Europa para formarem a população carente que seriam os consumidores.

Assim os portugueses solucionaram vários impasses, ao mesmo tempo que formavam os pobres precariamente, desenvolviam seus centro urbanísticos e davam condições da população carente ser ainda mais explorada, mas agora de modo legitimo.

A elite brasileira precisava de status para ser comparada a aristocracia europeia e precisava se separar da população feia e suja daquele Brasil (Wanderley Guilherme dos santos citado pelo autor).

As ocupações serviram para manter um Brasil autônomo com mercado aquecido, os integrantes passaram a ter destaque consolidando o status de trabalhador que se mantém até hoje.
Essa matriz profissional é vista como trabalhadores e as profissões liberais mantém status e prestigio social e as profissões como engenharia e medicina ainda mantém seu prestigio.

Foi também nesse cenário que a psicologia se desenvolveu como profissão elitista que presta serviço a poucos e repleta de interesses corporativos.
O novo estilo de vida proporcionado pelas novas relações de trabalho exacerbou o individualismo já presente no estilo de vida pós guerra exponencial da tecnologia da informação como símbolo de modernidade.

Os processos psicológicos passaram a ser pautados por meios de comunicação e se transformaram em mercado de consumo nas mais diferentes formas, enfim, da cotidianização da cultura e da institucionalidade da busca interior e a psicologia era o campo cientifico e profissional mais qualificado para sanar essa carência.

O autor fala sobre o crescimento e sobre a flagelação da educação no período da ditadura militar, já que a educação era um incentivo dos militares, o problema é que a privatização capital educava precariamente.

Vivemos num país de diferenças sociais e o psicólogo deve se dispor a atender as famílias sem acesso aos séricos privados, mas isso somente é possível por meio de políticas publicas.

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