Definições variam no tempo e são influenciadas por características dos autores, além de questões filosóficas e cientificas. Exemplo: ciência da mente, mas para ser uma ciência, primeiro a mente precisa ser conhecida de modo inteligível. Outros definem como ciência do comportamento, estando esses, mais preocupados com o significado e implicações dos termos, mas essa definição também precisa de outra definição para definir o que é comportamento e ainda existe quem diga que psicologia é estudo da mente e dos comportamentos, mas essa união nada melhora em termos de definição. Entao é melhor caracterizar psicologia com caracterização das atividades praticas do psicólogo.

A psicologia estuda a interação de organismo, visto como um todo em seu ambiente. (Harzem & Miles, 1978, citado pelo autor). Mas sem se interessar por todos os tipos de interação e nem todos os organismo, pois se preocupa com o homem, ainda que para entendê-lo tenha que recorrer a comparação certas vezes. (Keller & Schoenfeld, 1950 citados pelo autor). Quando as interações estão fora do ambiente exclusivo da psicologia, então, suas partes devem ser estudas pelas outras ciências que envolvam como unidade, essa identificação não se baseia em fronteiras rígidas, pois as áreas de interesses tem sido importante de tal modo que resultam em psicofísica, psicologia social entre outras. Essas fronteiras podem ou não ser vistas dependendo da concepção de cada pesquisador em necessidade de se preocupar com isso.

Nessa caracterização o homem é visto como parte da natureza, não como rei do reino animal, nem como robô pressionado pelo ambiente, vemos o homem como agente sobre o mundo que modifica e por sua vez é modificado pelas consequências de sua ação. Isso quer dizer que quando o meio se modifica pode ser que comportamento antigos desapareçam enquanto novas consequências produzem novas formas. Essa visão não é nova nem exclusiva do comportamentalismo, o que torna a analise do comportamento distinta é o uso e a exploração da possibilidade que essa visão oferece para o estudo das interações do organismo com ambiente.

As interações organismo e ambiente tem áreas da psicologia que a considera como subclasses ainda que isso seja artificial, pois não precisa necessariamente haver separação e a psicologia se desenvolveu com áreas mais ou menos especializadas em interações envolvendo o meio externo e, mas com ênfase no meio interno, como por exemplo: a psicodinâmica.

O comportamento altera o meio por suas ações mecânicas e suas propriedades ou dimensões se relacionam frequentemente de modo simples, com os efeitos produzidos. As ações humanas decorrem de simples princípios geométricos e mecânico, mas muitas vezes um homem age apenas indiretamente sobre o meio de onde emerge consequências ultimas de seu comportamento.

As interações do organismo com seu ambiente social não são diferentes daquelas com o ambiente físico são apenas mais difíceis de serem descrita, mas essa dificuldade parece ser responsável pelo desenvolvimento de áreas independentes da psicologia e pela tentativa de desenvolver conceitos. Nas interações esta presentes as interações com ambiente interno, seja biológico, histórico do mesmo modo que as interações sociais, esses aspectos são indissociáveis. A dificuldade na descrição do ambiente interno tornou inevitável o desenvolvimento. (Lubinski& Thompson, 1987; Razran, 1961, autor sugere leitura).

Em todas abordagens a historia é relevante para explicação do presente, presume-se que o organismo age agora não apenas em função do presente, nessas condições surgem duas teorias sem referencia a como a historia é transportada, uma recorre ao aparato mental como as diversas versões psicanalíticas, ou se referem as contingencias passadas, observadas hipoteticamente como nas varias versões de comportamentalismo. A decomposição dos conceitos de ambiente externo ou interno, são apenas recursos de analise para entender a fragmentação da psicologia para apontar os diversos fatores indissociáveis que participam das interações. Isso pode ser um problema porque o foco em patês não mostra o todo, mas o foco no todo não mostra as partes. O ambiente é entendido em vários níveis o comportamento também o comportamento não pode ser entendido isoladamente, não há sentido em uma descrição sem referencia ao ambiente.

Hume nos mostrou o conceito de causa e efeito, mas só experimentações e pela manipulação da variável independente é possivel afirmar a relação funcional. A mera observação de uma sucessão invariável pode referir-se apenas a uma corelação onde duas coisas ocorrem juntos em virtude de uma variável independente. Nota-se que uma causa é invariavelmente seguida por efeio em certas condições. Contexto não se refere apenas a características do ambiente externo. A seleção de uma variável como causa e a designação de outras como contexto vai depender de quais são os interesses dos envolvidos no estudo, porque quando variáveis de contexto são consideradas, uma relação de causa e efeito é apenas um instrumento para descoberta de princípios de maior generalidade. Princípios são a descrição mais econômica de conjunto de relações causais e variáveis de contexto que dão origem a eles em que um sistema de relações funcionais bem definidos resultará em teoria útil. Causa são ingredientes empíricos com que se constrói explicações mais compreensivas, entao, o termo tem uma causa real que é gerar mudança de acordo critérios.

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