Na historia da humanidade o tema aparece. Nos últimos anos tem se notado aumento das políticas publicas, das mídias e das instituições de ensino em enxergar o humano atrás do deficiente, entretanto, é muito pouco o que se tem feito.
Autora dá ênfase a síndrome de Down, entretanto, tentarei mostrar a gênese do texto de modo mais abrangente.
Segundo autora o Dr. Brian Stanford escreveu que a síndrome de Down é tão antiga quanto a humanidade, Dr. Sigmunt Pueschel, segundo autora, faz alusões no mesmo sentido. É meio obvio que em todos os tempos da humanidade realmente houveram pessoas com deficiente, mas o que devemos olhar com cuidado foram os modos como essas pessoas foram tratadas no decorrer da história.
Autora escreveu especificamente sobre o Down e nos interessa perceber como essas pessoas eram tratadas em suas relações cotidianas. Seguindo o modelo médico dos documentos mais antigos as expressões usadas eram; mongol, mongolismo, idiota, cretino, essas informações epistemológicas podem ser verificadas na obra Sindrome de Down e José Salomão Schwartzman. Podemos perceber que o modelo médico teve responsabilidade na difusão dos termos pejorativos que ainda hoje, embora com menos força, são utilizados.
Sindrome de Down já era estudada antes do doutor Down defender sua tese acerca dos genes, mas os termos utilizados rechaçavam os detentores da síndrome. Analisemos que o detentores da síndrome era estigmatizados por possuírem atributos físicos observáveis que apontam a posse. Nesse sentido seria ingênuo pensarmos que a situações semelhantes portadores de outros tipos de deficiência não seriam submetidos.
Embora o Dr. Down não tenha sido o primeiro a estudar a síndrome de Down, seu nome deve ser cravado porque ele teve papel importantíssimo na disseminação do novo termo o que acaba significando que ele teve papel forte na diminuição do estigma a qual o deficiente era intrinsecamente ligado, ou seja, ele foi importante por conta de sua contribuição a inclusão das pessoas com a síndrome na sociedade objetiva.
No decorrer da historia o deficiente tem ocuupado diversos lugares, hora foram mortos sumariamente, abandonados, confinados em condições sub humanas, outrora foram olhados de modo muito estigmatizado até mesmo quando se queria encobrir ou minimizar suas limitações.
A concepção de que o deficiente deve ser tratado com igualdade, livre de preconceitos é relativamente nova e não é simples de vivenciar nem por eles nem por aqueles que não possuem deficiências. Antigamente as pessoas com deficiência eram consideradas invalidas, isso só veio mudar a partir da década de 40. O cumulo é que existe registros de extermínio como preço que a pessoa pagava por ser deficiente., ou seja, pagava com a própria vida pela condição. D’ Altino aapresentou em sua tese de doutorado um episodio de uma mulher negra e deficiente que foi exterminada publicamente em 1916.
Goffman define em sua obra Estima, o estigma como marca, categorizada de indivíduos, identificação de segregados, definição de desgraça de um individuo ou de classes de indivíduos. É incrivelmente paradoxal que mesmo sem uma intenção direta os meios de comunicação acabam reforçando esses estigmas no imaginário social de que o deficiente é uma aberração. Acabam reforçando posturas preconceituosas que se transformam em empecilho ao desenvolvimento.
Os aspectos sensacionalistas das mídias propagam a ideia de aberrações que se apresentam danosos ao desenvolvimento de praticas efetivamente inclusivas. Sabe-se que no estigmatizado a situação de individuo é se perceber como inabilitado para aceitação social plena e esta condição se faz presente na mente das pessoas como uma informação inalterável e isso provoca no deficiente e no outro acomodação diante de uma condição que nunca vai mudar. É como se as pessoas incorporassem isso.
Exemplo: é mongol mesmo.. não vai falar, andar, não será útil, não estudará e etc, quando essa é uma questão que pode não ser tão fiel a realidade. Atualmente o termo estigma é aplicado a uma marca moral, ou seja, é aplicado a própria desgraça do que a uma evidencia corporal.
Temos que nos focar no desenvolvimento de praticas efetivamente mais inclusivas e que culminem na inserção do deficiente como uma pessoa e não como alguém imprestável.

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