A história da psicologia emergiu da formação dos modelos europeus e americanos. A história da psicologia é um dispositivo de historicidade estudado pelos saberem psicológicos permitindo assim a desnaturalização de nossas ideias e práticas.
Na história da psicologia surge o alerta sobre a importância de demarcar o lugar onde a narrativa aparece porque da escolha de abordagens e métodos aprendemos a investigar. (Certeau – 1988 citado por Ana Maria Jaco).
Há entre os historiadores noção de que o fato histórico não existe Perse, mas é construído a partir de abordagens diversas. Essa perspectiva coloca ênfase em questões políticas de dependência ou autonomia e esse é um ponto importante da questão como fazer ciência em países periféricos.
Países europeus colonizaram o mundo, a cultura europeia se expandiu e isso universalizou o conceito de ciência, mas apenas seus métodos e modelos. Autores alertam que as ideias e práticas em contextos diferentes dos que foram produzidas não é necessariamente uma reprodução do que foi construído. ( Restrepo Forero, 200º citado por Ana Maria Jacó).
Schwars citado por Ana Maria Jacó, segue a interpretação da cultura brasileira que se baseia na relação ambígua e contraditória existente recorrendo as condições de formação da sociedade brasileira para explicar o seu modo de funcionamento.
Sanchis (1995) citado pela autora conclui que no Brasil sincrestismo é sinônimo de mistura esse texto apresenta a historia da psicologia na Brasil norteada pelso saberes psicológicos difusos.
Nesse sentido, pensamos numa historia local, Certeau (1988) citado pela autora reconhece que a particularidade de onde se fala e por isso dá importância a posição social geográfica.
Em 1500 o Brasil virou europeu e cresceu em meio a disputas. Portugal domiu por séculos e diferente dos espanhóis não ofereceu formação. (fausto – 1995).
Enquanto os portugueses organizavam a possessao, os jesuítas se dedicavam a catequese indigina (massimi 2006).
Napoleão fez muito pelo Brasil, pois a chegada da corte portuguesa permitiu a existencia da imprensa, comercio, contato com outras nações e a criação de instituições superiores. (Fausto 1995; Scharcwz 1993)
Mas isso não foi o suficiente pros Brasileiros, foi necessário movimentos políticos dos anos 880 a qual iniciou o esforço pra ciração de identidade nacional e da memória nascional. As praticas civilizatórias trazidas pela corte se ampliaram rapidamente pelo império e se consolidou. (Massimi, 1990, p. 29 citada pela autora)
Disso foi possível surgir uma classe média intelectualizada (herschmann e Pereira, 1994) embora poucos esse grupo proporcionou um projeto igualitário ao mesmo tempo que se mantém o modelo hierarquizado de sociedade, Schwars definiu como ideias fora do lugar.
Novas ideias de ciência apareceu na vida brasileira. O cientificismo oitocentista eleva a ciência a posição ocupada pela religião, convertendo numa nova metafísica e no caso do Brasil esse processo recebeu grande suporte com a chegada do positivismo.
A ciência chegou ao Brasil com a medicina, com o prestigio das ciências naturais.perde-se a unidade entre corpo e alma através da fisiologia do cérebro e dos órgãos onde se localizam as funções da alma. E a alma do discurso colonial passa a ser objetivada pelo discurso da ciência.
No Brasil as psicologias americanas, alemans e francesas foram rapidamente mencionadas pelos autores das universidades, nomes como Wundt, humbolt e Fechner. Lombros, charcot e Pierre Janet. Sem nos esquecer do trabalho de Henrique Roxo, Duração dos Atos psíquicos elementares, primeiro trabalho de psicologia experimental realizado e publicado no Brasil.
As teses são resultado de um processo de ensino, fator de difusão do conhecimento psicológico. São elas que criam em solo brasileiro o habito de produção de textos que geralmente são ambivalentes, mas contituem uma forma própria de se apropriar daquelas ideias que vieram fervilhar o pais agrário, conservador, escravagista e religioso defensor da hierarquia entre homens e raça branca.
Essas ideias mostraram que o pais estava doente, povoado por pessoas incultas, habitantes de centros urbanos longe dos graus mínimos de civilização europeia, era necessário higienizar as cidades, corpos e mentes. (Schwarz 1993).
Os intelectuais engajados com o republicanismo tentaram superar os desafios de um pais que viam como atrasado econômica e culturalmente conduzindo-o a um modelo mais civilizado.
A elite política e intelectual dedica-se a educação, depois da proclamação da republica modificou-se o sistema de ensino porque ele era arcaico, artificial e daí surgiram muitos personagens relevantes da historia da psicologia brasileira como Plinio Olinto, Ulisses Leme Lopes, Manoel Bomfim. É importante resgatar esses nomes porque raramene são mencionados a relação do surgimento da psicologia com a educação e a higienização, como se fosse algo vergonhoso para historia da área.
O governo Vargas impulsiona a industrialização, projeto esse acelerado por Kubitscheck onde se acentua a desigualdade entre os mundos rural e urbano. No campo do ensino, surgem os primeiros cursos de especialização em psicologia. Nesse terreno encontramos expliciamente a atuação do profissional chamado de psicologista ou psicotécnico. Não mais subsumido sob o comando da educação, mas como seleção e orientação de profissionais, ou ainda em bancos ou nas escolas e clinicas;
Entramos num período de institucionalização da psicologia. Terreno para que com cursos recém criados e com profissionais que atuam no campo e que se intutulam psicólogo a profissão se solidificou e caminhou para regulamentação.
O ensinou se situou e continuou muito parecido com antes da regulamentação, a diferença é que os professores já tinham formação superior em áreas como direito, medicina, teologia, etc, algumas pessoas faziam psicologia fora do Brasil em nível de pós graduação, entao, o ensino continuou centra na expertise do professor. Muitos deles traduziam textos, ou compravam importando.
Podemos perceber que a psicologia é um saber que se constrói no Brasil…

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