Segundo o autor em 2004 fez centenário de Skinner, mas ninguém deu a devida atenção porque o behaviorismo caiu em desuso por conta do surgimento do cognitivismo e porque os experimentos com animais caíram por terra.
Diz ainda que ele próprio não acredita nisso e que veremos no decorrer do artigo que essas afirmação não é bem verdadeira. Desde de o inicio do surgimento da psicologia ela luta para emergir como uma ciência, mas sempre os escritos e artigos apenas especulavam. Nesse cenário surgiu Watson lutando para cientificar a psicologia rejeitando termos mentalistas, mas isso gerou desconforto na velha guarda mentalista tradicional.
O behaviorismo pretendia fazer da psicologia uma ciência natural e por isso o behaviorismo esteve em ascendência e seus conceitos conquistaram a todos e isso é visto inclusive na literatura cognitivista, então, Skinner lançou seu livro falando sobre o comportamento operante e esse conceito se tornou a posição comportamental de maior destaque
Atualmente há uma caricatura da história da psicologia na qual os psicólogos parecem acreditar que o behaviorismo havia sumido, psicólogos em maior parte e numero cognitivistas até que Skinner obscurece e os joga em segundo plano, mais tarde viria a renascença desses psicólogos quando trabalhos experimentais conduziram a psicologia a revolução cognitivista. Então, o movimento intelectual cognitivista dominou as áreas da psicologia quase integralmente com a neurociência.
Partindo dessa perspectiva o que houve com o behaviorismo?
O declínio do behaviorismo é advento da revolução intelectual de jovens cientistas que apreciam o sabor da revolução, já que a analise dos cognitivistas eram rigorosas e provocativas, além de que muitas coisas estavam fora do interesse dos comportamentalistas como percepção, atenção, etc.
Interessante é que nada é ou foi mostrado de errado no behaviorismo os cognitivismo simplesmente gerou adeptos porque abriu novas técnicas e novos métodos de estudo e isso atraiu os estudantes de graduação.
Na década de 70 as analises behavioristas estavam se tornando microscópicas e por isso como em todas as ciências começam a estudar muito sobre menos ao invés de manter o foco nos problemas centrais e críticos. Acarretando aumento da complexidade das analises experimentais em desproporção com os ganhos. Fora que os psicólogos não focalizavam a história da aprendizagem, sem pensar que muito do que fazemos é função de conseqüências anteriores de nossas ações que aprendemos a partir da conseqüência e os modelos cognitivistas freqüentemente são substitutos desta história de aprendizagem. Mas na real, não existe nada de errado com o behaviorismo atual, a premissa desse artigo está errada, porque o behaviorismo está vivo e cada vez mais.Behaviorismo é uma vitrine viva que permanece forte e sadia e cresce em adeptos dia a dia porque hoje as pesquisas são mais sofisticadas e em maior parte com humanos. Esse entusiasmo existe porque analise do comportamento funciona, agora sabemos aliviar e eliminar fobias através de processos de extinção, conhecemos a economia simbólica para ajustar comportamentos e podemos reduzir a probabilidade de comportamentos problemáticos, além de aumentar a freqüência de comportamentos desejáveis.
E pra chutar o balde temos as técnicas comportamentais de Lova para o autismo que é a única esperança pra esses casos e que dá um pau na teoria da mente, além de gagueiras e afasias, neurobiologia da aprendizagem, auto-desenvolvimento, na indústria, na educação, no esporte, enfim em qualquer situação. Portanto, o behaviorismo continua vivo e florescente.
Existem várias ciências válidas, mas a psicologia se separa em duas a da mente e do comportamento, ninguém jamais conseguirá juntar essas duas psicologias porque diferem em objeto de estudo e o entendimento do que é ciência é diferente.
O behaviorismo é menos discutido porque venceu o debate intelectual, num sentido mais estrito todos os psicólogos que conduzem pesquisas empíricas são behavioristas, mesmo os experimentalistas de máxima orientação cognitiva estudam algum tipo de comportamento, pois inclusive experiências subjetivas podem se replicadas entre diferentes pessoas em diferentes condições.
Hoje em dia os estudos da neurociência e do cognitivismo são comportamentais e se incluem medidas dos comportamentos. Cientistas querem descobrir princípios partindo de análises experimentais simples e elegantes, já os cognitivistas procuram evidências que permitam uma convergência entre as observações comportamentais e o funcionalismo interno dos sistemas da mente/cérebro.
Os cognitivistas se atem a análise feita por Chomsky que parecia irrefutável diante do behaviorismo, e isso deu credito a revolução cognitiva, mas logo em seguida Chomsky tomou um “pau” de Kenneth MacCorquodale e posteriormente as explicações sobre equivalência de estímulos assassinou de vez a literatura de Chomsky. Eu mesmo como psicólogo cognitivista tenho uma previsão de que o Behaviorismo fará um retorno ao centro das tendências da psicologia a partir do momento que o behaviorismo começar a inserir em suas teorizações historias de aprendizagem do organismo.
Isso já está sendo feito e mostra que o behaviorismo não morreu, mas está mais vivo que nunca, portanto, nossa reentrada já chegou.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.