Embora a psicologia seja uma disciplina muito antiga já que seus questionamentos atuais eram mias ou menos os mesmos dos filósofos e teólogos é também muito nova e isso é um paradoxo. A única diferença são os tipos de pergunta e os referenciais teóricos que tenta emergir como essencialmente cientifico.
A psicologia como disciplina surgiu com os fisiologistas tentando mostrar como o mecanismo humano funcionava, mais tarde Wundt contribuiu criando o primeiro laboratório experimental, Hall fudando o jornal americano de psicologia, McKeen criando a primeira docência e fazendo que a psicologia fosse reconhecida nos círculos acadêmicos.
Em 1908 a psicologia foi conceituada como estudo do comportamento por McDougall, delineando-a como ciência do comportamento. A psicologia foi precedida por uma época em que o milagre das maquinas emergentemente se desenvolvia e isso influenciou diretamente os pensamentos acerca da natureza humana e que alimentou a nova psicologia e a imagem do universo fundamentada por idéias de Galileu e Newton.
A informação que deve ficar clara aqui é que a psicologia emergiu num momento em que o pensamento de que as leis da física poderiam explicar o fenômeno humano estava em alta, surgiu num momento em que o relógio acabara de ser inventado e enfatizava-se que poderia se controlar e prever o comportamento do mundo, ou seja, achava-se que era possível estabelecer uma relação de causa e efeito entre fenômenos por meio da física e da mecânica, nesse sentido surgiu a crença ao determinismo de que tudo é determinado por eventos passados. Nesse contexto surgiu o reducionismo como fé que acreditava que tudo pode ser reduzido pela analise.
Na época do Zeitgeist os ricos enfeitavam seus jardins com estatuas que se moviam e que se assemelhavam a humanos e animais, então, pensou-se analogamente que o ser humano também fosse assim.
Os pensadores adotaram essa perpectiva até certo ponto dizendo que o homem e o universo agiam de modo parecido.
Posteriormente a idéia de que as situações vinham do passado caiu em desuso e se evidenciou o empirismo que pregava que a sabedoria resultava da observação da natureza.
O marco da transição da renascença para ciência moderna, ele libertou a pesquisa dos rígidos dogmas teológicos e tradicionais que a haviam controlado durante séculos. Depois de Descartes foi rápida a evolução da pré ciência para ciência moderna porque o pensamento da época estava repleto de conceitos positivistas que propunha um levantamento sistemático de todo o conhecimento para facilitar esse trabalho Comte limitou os estudos a fatos inquestionáveis determinados pela ciência mostrando clara relação de modo observável e indiscutível rejeitando toda especulação e os pensamentos materialistas sustentavam o positivismo e havia os empiristas defensores de que o conhecimento é derivado da experiência sensorial e essas concepções juntas se tornaram fundamentos filosóficos que pautam a psicologia moderna como objeto que se entabula por evidencias factuais observáveis e quantitativamente sensorial.

A justificativa teórica de uma ciência natural do homem fora estabelecida. O que era necessário para traduzir a teoria em prática era urna abordagem experimental do objeto de estudo. E isso logo iria desenvolver sob a influência da fisiologia experimental, que forneceu os tipos de experimentação que completaram as bases para a nova psicologia.
A psicologia como vemos hoje teve grande influencia dos fisiologistas tendo o fisiologista alemão Johannes Muller como seu precursor e um dos mais importantes e mais adiante o inglês Marshal Hall e muitos outros depois. Nessa épocas os fisiologistas aprenderam muito sobre o funcionamento do cérebro .
Nos século 19 descobriu-se os neurônios e a sinapse e essas descobertas serviram pra apoiar a imagem mecanicista e materialista do mundo. Nessa época havia varias técnicas e métodos pra estudar o corpo mas era necessário imputar isso a mente e aí começava a emergir a psicologia como conhecmos hoje. Era na Alemanha que havia um terreno fértil pro surgimento da psicologia e por isso maior parte dos fisiologistas desenvolveram suas pesquisas e tornaram referencia na área.
Muitos dizem que Wundt seria a pai da psicologia, mas esse não é um fato que é bem verdade, houve um fisiologista alemão de grande importanci chaamdo Fechner a quem é atribuído trabalhos experimentais anteriores a Wundt, mas a questão é que a fundação da psicologia é atribuída a Wundt não apenas por suas experimentações, mas porque ele lutou bravamente para o reconhecimento.
As obras de Wundt havia muitoa distorção, mas as distorções estavam na concepção que seu aluno e tradutor dera, as obras de Wundt em alemão mostram uma coisa já as traduzidas para o inglês mostram outras coisas diferentes. Existem indícios de que Titchener alterou os textos de Wundt para aproximar de suas conclusões e o produto disso foi uma teoria sem muita precisão e por isso muitos estudantes por cem anos foram equivocadamente massificados.
Muitos de psicologia experimental está nos estados unidos porque eram americanos o maior numero de alunos de Wundt e a psicologia teve maior crescimento na Alemanha porque era um lugar muito apegado a ciência, ainda mais que a Inglaterra e a frança tanto por questões financeiras quanto por crer na diversidade da ciência.
Para Wundt devemos estudar a experiência imediata e não a mediata, imediata seria descrever a experiência enquanto a mediata seria apontar o objeto. Exemplo: estou com dor de dente (mediata) descrever a dor de dente (imediata). Wundt Remonta Sócrates e utiliza a introspecção, mas a sacada foi inserir o tipo aplicado na física e da fisiologia.
Wundt considerava as sensações de duas formas elementares da experiência. As sensações são suscitadas sempre que um órgão sensorial é estimulado e os impulsos resultantes chegam ao cérebro, não reconhecia diferenças fundamentais entre sensações e imagens, visto que estas últimas também estão associadas com a excitação cortical, considerava a mente e o corpo sistemas paralelos, mas não inter-atuantes. Como a mente não depende do corpo, é possível estudá-la em si mesma.
Titchener alterou Wundt. Ele propôs a sua própria abordagem, o estruturalismo, e afirmou que ela representava a psicologia de Wundt. Contudo, os dois sistemas eram radicalmente diferentes.
Wundt reconhecia elementos ou conteúdos da consciência, mas a sua atenção se concentrava primordialmente na organização ou síntese desses elementos em processos cognitivos de nível superior mediante o principio da apercepção. Para ele, a mente tem o poder de sintetizar espontaneamente elementos, uma posição que contrariava a noção mecânica e passiva da associação favorecida pela maioria dos empiristas e associacionistas britânicos.
Titchener aceitou o foco empirista e associacionista sobre os elementos ou conteúdos mentais e sua ligação mecânica através do processo da associação.
Posteriormente surgiu a psicologia funcionalista, a escola de Chicago e outros pensadores da disciplina psicologia que vieram a influenciar e encher de ainda mais discordâncias ao estudo da psicologia nessa época já se via como forte a psicologia americana e a natureza dessa passou por grande alteração desde os anos em que Hall, Cattell, Witmer, Scott e Münsterberg estudaram com Wundt na Alemanha e trouxeram essa psicologia para os Estados Unidos.
Como resultado da necessidade americana e com desejo de pragmatismo, a psicologia já não estava mais restrita às salas de conferência, bibliotecas e laboratórios, tendo se estendido a muitas áreas da vida cotidiana. Além dos surgimentos de testes, da psicologia escolar e educacional, da psicologia clínica, da psicologia industrial que hoje é conhecida como organizacional e da psicologia forense, os psicólogos atuam hoje no aconselhamento psicológico, na psicologia comunitária, na psicologia do consumidor, na psicologia populacional e ambiental, na psicologia da saúde e da reabilitação, na psicologia dos exercícios físicos e esportes, na psicologia da política pública e militar e na psicologia dos meios de comunicação. Nenhuma dessas áreas teria sido possível se a psicologia permanecesse voltada para os conteúdos da experiência consciente proposto por Wundt e seus alunos. Não podemos nos esquecer que as noções darwinianas, a identificação por Galton das diferenças individuais e suas tentativas de medi-las; o Zeigeíst americano, com sua ênfase no que é prático e útil; a mudança, nos laboratórios acadêmicos de pesquisa, do conteúdo para a função, promovida por James, Angeil, Carr e Woodworth, os fatores sociais e econômicos e as forças da guerra conceberam uma psicologia destinada a modificar a nossa vida, uma ciência ativa, assertiva, atraente e influente.
Para romper totalmente com o funcionalismo e as psicologias anteriores surgiu Watson. Com pilares básicos e simples, diretos e ousados. Watson cria uma psicologia objetiva, uma ciência do comportamento que só lidasse com atos comportamentais observáveis, passíveis de descrição objetiva em termos científicos de estimulo e resposta, rejeitando todos os conceitos e termos mentalistas.
Para ele, a consciência “nunca foi sentida, tocada, cheirada, provada ou movida. É uma simples suposição tão improvável quanto o velho conceito de mente” (Watson e McDougall, 1929, p. 14). Portanto, a técnica da introspecção, que supunha a existência de processos conscientes, era irrelevante.
Contudo, as idéias do comportamentalista não surgiram com Watson, pois; vinham sendo desenvolvidas na psicologia e na biologia há vários anos. Watson combinou no mínimo três grandes tendências a tradição filosófica do objetivismo e do mecanicismo; a psicologia animal e a psicologia funcional. É importante ressaltar que essa noção começou com Descartes, teve maior importância no objetivismo de Comte, que enfatizava o conhecimento positivo, cuja verdade não é discutível esses critérios levaram ao abandono da introspecção, que depende da consciência individual privada e não pode ser objetivamente observada. Por meio de Watson a psicologia animal se estabeleceu e tomou-se cada vez mais objetiva em termos de métodos e objeto de estudo.
O psicólogo Thorndike também teve notável importância na psicologia comportamental. Acreditava que a psicologia tem de estudar o comportamento, e não elementos mentais ou experiências conscientes de qualquer espécie, entao, reforçou a tendência de uma maior objetividade iniciada pelos funcionalistas. Ele interpretou a aprendizagem não em termos subjetivos, mas em termos das conexões concretas entre estímulos e respostas. Contudo, como veremos, ele permitiu algumas referências à consciência e aos processos mentais.
Thorndike criou uma abordagem experimental em associação a que deu o nome de conexionismo que abrangia várias novidades importantes com relação às concepções tradicionais da aprendizagem. Ele escreveu que, se fosse analisar a mente humana, encontraria conexões de força variável entre (a) situações, elementos de situações e compostos de situações, e (b) respostas, prontidões para responder, facilitações, inibições e direções de respostas. Se todos esses elementos pudessem ser completamente inventariados, revelando o que o homem pensa e faz, e o que o satisfaz e contraria, em toda situação concebível, parece-me que nada ficaria de fora… Aprender é estabelecer conexões. A mente é o sistema de conexões do homem (Thomdike, 1931, p. 122).
As investigações feitas por Thorndike sobre a aprendizagem humana e animal estão entre as mais importantes da história da psicologia. Suas teorias tiveram amplo uso na educação, aumentando o envolvimento da psicologia nessa especialidade. Além disso, sua obra anunciou a ascensão da teoria da aprendizagem à proeminência que ela alcançaria na psicologia americana. Embora teorias e modelos de aprendizagem cada vez mais novos tenham surgido desde a época de Thorndike, o significado de suas contribuições permanece inalterado. Sua obra é um marco no associacionismo, e o espírito objetivo com que conduziu suas pesquisas é uma relevante contribuição para o comportamentalismo. Com efeito, John B. Watson escreveu que as pesquisas de Thorndike assentaram os alicerces do comportamentalismo.
Outro que notoriamente influenciou a psicologia foi Pavlov, pois usou as medidas e uma terminologia mais precisas e objetivas no estudo da aprendizagem. Além disso, ele demonstrou que processos mentais superiores podiam ser estudados em termos fisiológicos com o uso de sujeitos animais, sem referência à consciência. Por outro lado, o condicionamento tem tido amplas aplicações práticas em áreas como a terapia comportamental. Portanto, o trabalho de Pavlov influenciou o rumo da psicologia para uma maior objetividade no seu objeto de estudo e metodologia, reforçando a tendência ao funcional e prático. As técnicas de condicionamento paviovianas deram à ciência da psicologia um elemento básico, o átomo do comportamento, uma unidade concreta operacional a que o comportamento humano complexo podia ser reduzido e servir como objeto experimental em condições de laboratório. Como veremos, John B. Watson apoderou-se dessa unidade de comportamento e fez dela o núcleo do seu programa. Pavlov gostou do trabalho de Watson, acreditando que o desenvolvimento do comportamentalismo nos Estados Unidos representava uma confirmação de suas idéias e métodos. É irônico que a maior influência de Pavlov tenha sido na psicologia, um campo em relação ao qual ele não se mostrava inteiramente favorável. Pavlov conhecia as psicologias estrutural e funcional, e concordava com William James que a psicologia ainda não alcançara a estatura de uma ciência. Em conseqüência, ele a excluiu do seu próprio trabalho. Ele cobrava multas dos assistentes de laboratório que usavam terminologia psicológica, e não fisiológica, e, em suas palestras, fazia com freqüência observações como “devemos considerar o fato incontestado segundo o qual a fisiologia da parte superior do sistema nervoso de animais superiores não pode ser estudada com sucesso se não renunciarmos por inteiro às pretensões insustentáveis da psicologia” (Woodworth, 1948, p. 60).
Perto do final da vida, Pavlov mudou de atitude e até se referia a si mesmo como psicólogo experimental. Mas sua concepção inicialmente negativa do campo não impediu os psicólogos de fazerem uso efetivo de sua obra. No princípio, eles usavam a resposta condicionada para medir a discriminação sensorial nos animais, fim para o qual ela ainda é empregada. Na década de 20, começaram a utilizá-la como o fundamento de teorias da aprendizagem, o que tem gerado muitas pesquisas, muitas aplicações e muita controvérsia.
Influenciado pela obra de Pavlov ascendeu um Sujeito chamado Watson. Embora sua carreira acadêmica tenha sido breve, Watson, foi fundador do comportamentalismo, foi fundamental na elaboração de uma psicologia objetiva, livre do mentalismo, e com o mesmo grau de cientificidade da física. Watson fez mais que qualquer pessoa para disseminar a psicologia. Os alunos de Watson e seus simpatizantes formaram diversos outros estilos de comportamentalismo que se difundiram, mas que não tiveram talvez por conta da época mais relevância que a propostas dele. Depois surgiram co proeminência tolman, hull e Skinner.
A Influência do Operacionismo
O operacionismo é uma atitude ou princípio geral que tem como propósito tornar a linguagem e a terminologia da ciência mais objetivas e precisas, e libertar a ciência de problemas que não sejam concretamente observáveis nem fisicamente demonstráveis (os chamados pseudoprobIemas). Resumidamente, o operacionismo sustenta que a validade de uma dada descoberta científica ou construção teórica depende da validade das operações emprega das na realização dessa descoberta. Logo, um conceito físico é idêntico ao conjunto de operações ou procedimentos pelos quais é determinado. Muitos psicólogos consideraram esse princípio útil na ciência da psicologia e tomaram-se ávidos por aplicá-lo. A redução de conceitos às suas operações revelou-se uma tarefa enfadonha. Ninguém quer se incomodar com isso na ausência de uma necessidade especial” (Boring, 1950, p. 658). O próprio Bridgman tinha dúvidas acerca do uso dado pelos psicólogos ao conceito. Escrevendo vinte e sete anos depois de ter proposto a perspectiva operacionista, ele disse: “Acho que criei um Frankenstein que por certo fugiu ao meu controle. Tenho horror à palavra operacionalismo ou operacionismo… A coisa que concebi é simples demais para ser homenageada por um nome tão pretensioso” (Bridgman, 1954, p. 224).
Surgiu nesse contexto Hull, o comportamentalismo radical de Clark Leonard Huli considerava todo comportamento mecânico e quantificável. Hull acreditava que o comportamento envolve uma continua interação entre o organismo e o ambiente. Os estímulos objetivos fornecidos por este último e as respostas comportamentais objetivas advindas do organismo são fatos observáveis. Contudo, a interação ocorre num contexto mais amplo que não pode ser totalmente definido em termos observáveis de estímulo- resposta. Assim, para Huil, os comportamentalistas precisavam ver o seu objeto de estudo como um “robô”. Ele esteve bem além do seu tempo ao considerar a possibilidade de se construírem máquinas capazes de pensar e exibir outras funções cognitivas humanas, um empreendimento hoje tentado com os computadores.
Skinner
Seu tipo exclusivamente descritivo de comportamentalismo radical se dedica ao estudo das respostas; volta-se para descrever, e não para explicar, o comportamento. Ele só se ocupava do comportamento observável e acreditava que a tarefa da investigação científica se traduz em estabelecer relacionamentos funcionais entre as condições de estímulo controladas pelo experimentador e a resposta subseqüente do organismo. Esse comportamentalismo descritivo estrito tem sido chamado, e com boas razões, de abordagem do organismo vazio. Atuamos a partir de forças do ambiente, do mundo exterior, e não de forças interiores. Ele se concentrava, em vez disso, na intensa e exaustiva investigação de um único sujeito:
Skinner acreditava que resultados reproduzíveis e válidos poderiam ser obtidos de um único sujeito sem o recurso à análise estatística, desde que dados suficientes fossem coletados em condições experimentais bem controladas. Ele afirmava que o uso de um grande grupo de sujeitos obrigava o pesquisador a dar atenção ao comportamento médio e, como resultado, o comportamento de resposta individual e as diferenças individuais de comportamento se perdiam.
O comportamento operante ocorre sem nenhum estímulo externo observável; a resposta do organismo é aparentemente espontânea — no sentido de não estar relacionada com nenhum estímulo observável. Isso não significa que não haja de fato um estímulo suscitando a resposta, mas sim que não se detecta nenhum estímulo quando da ocorrência da resposta. Do ponto de vista dos experimentadores, não há estímulo porque eles não aplicaram nenhum e não em ver nenhum. Outra diferença entre o comportamento respondente e o operante é que o comportamento operante opera no ambiente do organismo, ao passo que o respondente não o faz. Posteriormente surgiram-se as psicologias com focos mais cognitivistas sendo chamados de revolução cognitiva, mas que mantiveram o nome comportamental. Sknner sofreu criticas e afirmou que sua disciplina estava perdendo terreno, mas que isso era um erro dos cognitivistas.
Houveram duas psicologias tão proeminentes quanto o comportamentalismo e que também perduram até hoje Gestalt e Psicanálise que foi mais fortemente difundida por Freud. A psicanálise não se ocupava das áreas tradicionais da psicologia, em especial porque a preocupação delas é oferecer terapia a pessoas com distúrbios emocionais. Desde o começo, a psicanálise era separada e distinta do pensamento psicológico principal em termos de objetivos, objeto de estudo e métodos. Seu objeto de estudo é o comportamento anormal, que fora relativamente negligenciado pelas outras escolas de pensamento, e seu método primário é a observação clinica, e não a experimentação laboratorial controlada. Do mesmo modo, a psicanálise está voltada para o inconsciente, um tópico virtualmente ignorado pelos outros sistemas de pensamento. Apesar dessas diferenças, a psicanálise tem algumas características secundárias partilha das com ao menos o funcionalismo e o comportamentalismo. Todos esses movimentos foram influenciados pelo espírito do mecanismo, pela obra de Gustav Fechner e pelas idéias revolucionárias de Charles Darwin.
Obviamente não foi Freud quem desenvolveu a teoria do inconsciente, mas foi responsável por aprimorar e difundir.
Depois surgiram novos psicanalistas remodelando e lapidando as teorias de Freud.
Jung, que entre outras coisas era exímio intérprete de cantos dos Alpes, foi considerado por Freud por algum tempo um filho adotivo e herdeiro aparente do movimento psicanalítico. Freud o chamara, numa carta, “meu sucessor e príncipe herdeiro” (McGuire, 1974, p. 218). Depois de a amizade com Freud desintegrar-se em 1914, Jung iniciou o que denominou psicologia analítica, que estava em total desacordo com a teoria freudiana.
De início freudiano, Cari Jung veio a discordar de Freud no tocante a questões da mente inconsciente e da importância do sexo, e desenvolveu um sistema a que deu o nome de psicologia analítica.
Um ponto fundamental de diferença entre Jung e Freud vincula-se com a natureza da libido. Enquanto Freud a definia em termos predominantemente sexuais, Jung a considerava a energia vital generalizada de que o sexo era apenas uma parte. Para Jung, essa energia vital libidinal básica se exprime no crescimento e na reprodução, e também em outras atividades, a depender do que é mais importante para um individuo num momento particular.
diferença básica entre as obras de Freud e Jung é a sua concepção da direção das forças que influenciam a personalidade humana. Freud via as pessoas como vítimas dos eventos da infância; Jung acreditava que somos moldados por nossas metas, esperanças e aspirações com relação ao futuro, bem como pelo nosso passado. Diferença entre os dois é que Jung enfatizava mais o inconsciente ele tentava mergulhar mais profundamente na mente inconsciente, tendo-lhe acrescentado uma nova dimensão — as experiências herdadas dos seres humanos como espécie e as dos seus ancestrais animais (o inconsciente coletivo).
Que dizer da psicologia da Gestalt? Também ela, em escala mais modesta, realizou sua missão. Sua oposição ao elementarismo, seu apoio a uma abordagem molar e seu continuo interesse pela consciência influenciaram psicólogos das áreas de psicologia clínica, aprendizagem, percepção, psicologia social e pensamento. Ao contrário do estruturalismo e do funcionalismo, a psicologia da Gestalt conserva muitas das características de uma escola de pensamento distinta; há hoje psicólogos que definem sua pesquisa e identidade profissional como gestaltista. Embora essa escola não tenha transformado a psicologia da maneira que os seus fundadores esperavam, ela teve um impacto considerável e deve por isso ser considerada um sucesso. Os gestaltistas acreditavam que a psicologia deveria abordar a consciência a partir da perspectiva da totalidade. Diante da primazia do comportamentalismo, eles continuaram a insistir que a experiência consciente era uma área de estudo legítima e proveitosa para a psicologia. Alguns psicólogos afirmaram que a semelhança entre a psicologia da Gestalt e a psicologia humanista é tão forte que não há razão para dar ao movimento mais novo nenhum outro nome. Eles acreditam que o rótulo Gestalt é adequado para descrever os temas compreen didos pela psicologia humanista (Wertheimer, 1978).
Posteriormente foram surgindo psicologias atacando a psicanálise e o comportamentalismo
Cari Rogers concordou. “A psicologia humanista não tem tido um impacto significativo sobre a corrente principal da psicologia”, afirmou. “Somos percebidos como tendo relativa mente pouca importância” (Cunningham, 1985, p. 16). Rogers disse aos que apoiavam a sua posição que, se quisessem uma prova de sua afirmação, bastava que examinassem qualquer manual introdutório de psicologia. Ali, encontrariam os mesmos tópicos que caracterizavam a psicologia vinte e cinco anos antes, com pouca menção à pessoa inteira. Uma análise dos manuais correntes na época revelou que Rogers tinha razão: menos de 1% do conteúdo dos livros se ocupava da psicologia humanista. Os poucos dados existentes falavam apenas da hierarquia de necessidades de Maslow e da terapia centrada na pessoa de Rogers (Churchill, 1988).
Por que a psicologia humanista não se tomou parte da corrente principal do pensamento psicológico? Uma das razões é que a maioria dos psicólogos humanistas trabalha em clínicas particulares, e não em universidades. Ao contrário dos psicólogos acadêmicos, os humanistas não fizeram o mesmo número de pesquisas nem publicaram artigos ou treinaram novas gerações de alunos de pós-graduação para dar continuidade à sua tradição.
Embora a psicologia humanista não tenha transformado o campo como um todo, ele reforçou a idéia, contida na psicanálise, de que podemos consciente e livremente preferir moldar a nossa própria vida. Ela pode ter ajudado a fortalecer o crescente reconhecimento da consciência na psicologia acadêmica, pois foi contemporânea do movimento cognitivo.
Que teve crescente ascendência com Jean Piaget, nesse livro não há referencias a teoria sócio histórica ou critica, mas enfatizo que é muito importante conhecê-la tanto a nível social como como individual que deve ser explorada a princípio pelos escritos de Vygotsky.

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