O autor faz uma analise do desenvolvimento do capitalismo sobre a educação brasileira que se mostra cada vez mais intensivo, centralizado e concentrado que visa destruir as relações pré-capitalistas e inserir as capitalistas.

Segundo o autor esse processo ocorre desigualmente e combinadamente dando condições ao desenvolvimento do capitalismo em determinadas regiões onde é estabelecida a estrutura produtiva de base urbana que há Mao de obra que será elemento da produção industrial heterogenia.

Segundo o autor as empresas se apresentam como chave do sistema através do processo de substituição de importâncias numa economia baseada em produção de escala em que obviamente se substitui a força do trabalho pela máquina que implicou no sistema educacional brasileiro.

Nesse cenário se deu a industrialização, o amparo estatal e o estado começou a agir como organizador da superestrutura voltada a exportação, dirigida ao mercado das multinacionais.

Isso ocorreu com o argumento de que essa pratica protegeria os assalariados, oferecendo educação e reconhecimento entre as classes. Mas dá também um modelo em que os melhores vencem na competição da busca pelo diploma enquanto que na verdade lhes forma e dá oportunidade de ser Mao de obra disponível mais qualificada.

O sistema educacional individualiza uma incapacidade decorrente de fatores socioeconômicos em que pobre é sinônimo de burrice.

Essa é uma ideologia que se difunde através do professorado oriundo da classe média, que tem como modelo o aluno da classe média agindo sob a ótica proletária.

Claro que há relação entre o fracasso escolar do aluno e a origem social da classe social.

Segundo o autor, no plano escolar já há pedagogicamente aqueles escolhidos que gozara dos privilégios e os desprivilegiados ou carentes.

A escola não passa de um viabilizador do modo capitalista de reprodução.

Entao contra isso surgem as novas escolas que diz se lutar pelas igualdade de oportunidades, mas que se caracterizam apenas por ressaltar o messianismo pedagógico que tem vida curta porque não se constitui elementar para formação de Mao de obra qualificada.

Segundo o autor, Helena Lewin concluiu em seu estudo sobre a Mao de obra no Brasil que a maior parte era apenas alfabetizada sendo a mair parte infantes na educação.

Portanto, os mecanismos de exclusão predominam no ensino e não serve a maioria da população brasileira.

Com o desenvolvimento do capitalismo a escola aparece como pré-requisito para o trabalho ao lado da Mao de obra, mas quando integrados a rede escolar a rede escolares descendentes dos operários são os mais repetentes.
Devemos ressaltar que a escola é o local onde o professor atua integrado a classe media sob essa ótica criando critérios de avaliação e aprovação que nem chegam aos pobres, pois são filtrados antes.

Fora que fatores mostram a disparidade sociais, pessoas aprendem em ritmos diferentes, mas os professores não percebem isso porque é motivado pelas sofisticações metodológicas, pedagógicas estando cego ao social concreto, por isso, o que resta ao pobre é falência escolar.

No primeiro grau temos pessoas formadas, mas por professores leigos que inviabilizam a renovação educacional que não se enquadre em mais um processo de exclusão.

O sistema de ensino distribui diferencialmente o saber permitindo meios para exercícios diferentes do poder que reproduz diferencialmente a lógica das classes existentes.

Isso não pode acabar porque só que tem possibilidades para isso é a classe dominante, o pobre tem uma visão de mundo pobre cheio de déficits que tornam o projeto utópico.

A qualidade de ensino são prioritários nas escolas de países capitalistas desenvolvidos, por isso em áreas pobres lutar contra a evasão e deserção escolar são os problemas mais urgentes.

A escola é permeada por um véu ideológico em que através das teorias da aprendizagem a realidade é opaca porque mostra ao pobre a ordem e o progresso por meio da tecnologia sofisticada.

A exclusão leva o pobre a procurar por supletivos que são cursos empobrecidos com informações de segunda mão pagos para instituições privadas, ou seja, o pobre excluído do ensino público busca o pago meia boca.

Supletivo é uma ideologia que se apresenta capaz de eliminar a desigualdade, mas na verdade, apenas acentua.

Ensino profissionalizante é outro blá blá blá, pois se não há instalações adequadas para os ensinos tradicionais como implantar o profissionalizante?

Agora a nova onda é multiplica o ensino universitário, que é composto de analfabetos cujo a cúpula é ocupada pelos doutores que apresentam teses que ninguém viu e que dorme no almoxarifado intelectual das universidades.

Escola trabalha por exclusão , mas as vezes o faz por integração em que seu conteúdo é ligado ao trabalho e reinterpretado para tornar compatível com a ética do trabalho porque visão na escola ascensão ocupacional. Essas pobres vitimas são criadas para serem suboficiais, mestres, ou seja, são criadas para acatar ordens, respeitar a hegemonia que impõe a condição do trabalho e o papel das universidade é formar esses suboficiais para realizar tarefas técnico ideológicas segundo uma conformação econômico social capitalista que assegura a desigualdade de classes e uma concentração autoritária do poder político.

As universidades estão sendo domesticadas com ação dos especialistas restritos as praticas pedagógicas sem conexão com a sociedade global em que são estabelecidos processos tecnocratas com critérios de eficiência e retorno se chocam com situações estamentais arcaicas.

A pós-graduação é uma reciclagem da graduação que serve apenas pra ostentar status.

O Brasil não resolveu um problema que os países ricos já fizeram, universalizaram a educação fundamental isso não ocorreu e não ocorrerá por que o capitalismo se desenvolve no Brasil sendo desigual e combinado.

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