Para responder a pergunta o primeiro argumento do autor é que a ciência nunca foi neutra e agora nossa psicologia social percebe isso. (p.101).

Segundo o autor dificilmente as correntes conseguem sobreviver ao impacto da hegemonia burguesa, mas algumas correntes sociológicas e econômicas ainda tentam resistir. (p.101).

A psicologia social psicológica não tem respondido nada sobre o contexto latino de desenvolvimento econômico e social. (p.101).

A psicologia social na verdade tem sido uma cópia pirata das ciências do mundo industrializado que se auto-concebe como primeiro mundo. (p.102). São importadas não por sua relevância; o autor argumentar que essa psicologia é importada por conta do modismo de consumo, ou seja, as questões interiores tem se tornado uma mercadoria. (p.102).

E por isso a psicologia socal latina se formou mero reflexo da psicologia social do norte do Atlântico, mas carentes de estudos sobre as questões de contexto. Portanto, respondendo a pergunta, surgiu o interesse de estudos nesse sentido, estudos que desejam explorar cientificamente a vida dos sujeitos e grupos do mundo subdesenvolvido. (p.102).

Ou seja, em outros termos a comunidade cientifica está se afastando do paternalismo e assimilacionismo e buscando explorar cientificamente questões ligadas ao contexto social e isso se mostra uma novidade, podemos dizer então, que:

“é crescente segmento de profissionais no campo que agora se preocupa com a realidade do subdesenvolvimento em lugar de permanecer dentro das fronteiras definidas pela psicologia convencional/colonial”. (SALVADOR, p.103).

A psicologia social passou a olhar para aquilo que a anos ignorava: a criança de rua, o mendigo, a mulher mãe solteira sem teto, o trabalhador desempregado, entre outros. (p.103).

A partir dessa mudança de olhar começou-se a contestar a estabilidade que a ciência neutra social dizia desenvolver. (p.103). então, sob essa nova perspectiva há quase que taxativa rejeição da psicologia burguesa e suas teorias, métodos e práticas.

Percebeu-se que a ciência que se dizia neutra é na verdade:
“uma arte moldada por homens e mulheres que respondiam as chamadas de seus mundos reais” (SALVADOR, p. 105).

Emerge uma revolta contra o modelo colonial de construção de conhecimento e se enfatiza a preocupação para premência de novas alternativas de construção de saber que repudie modelos e mentalidades de explorados que se fundamentam por produções de países desenvolvidos. (p.105).

Rompe-se com o cordão umbilical colonial tendo penetrado no mundo dos excluídos o saber nativo, conclui-se que alternativas teóricas e práticas não eram necessárias, mas esforço para projetos bem sucedidos. Precisa-se de profissionais focados na tarefa de mudança social e isso seja um novo paradigma. (p. 106).

Nesse sentido, a america latina tem se mostrado um local de criatividade e ciencias rebeldes com grupos de estudos, associações e fundações como ABRAPSO. (p.107).

O autor termina com algumas sugestões:
Desenvolvam-se práticas fundamentadas por teorias;
Práticas que culminem em mudança social, mas de modo sistematizado;
Teorias e práticas com rigor metodológico e empírico para que assim nós possamos competir em pé de igualdade com os cientistas das industrias; (p.108).

Fundamentação epistemológica, teorização e inovação metodológica a serviço do desenvolvimento humano e modificação social levando em conta o contexto; (p109).

Construção de teorias paradigmáticas que tenham função interventiva e vitais.

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