Muito tem se falado sobre subjetividade. Esse é um conceito que está na sociedade a anos, mas que não se mostra ser uma premissa verdadeira.

Segundo Guilhard a subjetividade tem um papel na sociedade porque literalmente esse assunto é sedutor dando aos autores que escrevem sobre isso posição de destaque na literatura da sociedade.

Mas o comportamentalismo tem dado respostas mais contundentes sobre a origem desse conceito. Segundo Guilhard falar de subjetividade disponibiliza reforços sociais generalizados para a emissão de comportamentos dessa classe.

Segundo o professor Guilhard há dois problemas na proposta da subjetividade, pois é um conceito formal, estruturalista, pois basta a presença do pronome “eu” para caracterizar qualquer asserção como subjetiva. Portanto, as explicações que circundam tal conceito são simplista, embora coerente com o modelo mentalista, pois supõe uma mente pronta para se manifestar desprezado os problemas mais importantes, como por exemplo saber quais são as determinantes que produziram mentes tão diferenciadas taxando algumas brilhantes e outras não.

O subjetivo é uma construção sócio-verbal, segundo as explicações comportamentalistas.

Segundo Guilhard, não há um aprofundamento da origem da subjetividade sempre associada à propriedade da natureza humana, que se manifesta de forma privilegiada em alguns diminuindo o valor do indivíduo.

É fato que é carente as explicações oferecidas pelos mentalistas sobre as questões levantadas pelo professor Guilhard, avaliando criticamente, me parece que a subjetividade é um conceito puramente ideológico e que precisa da teoria behaviorista para quebrá-la e dissuadi-la, mostrando o que a ideologia esconde sobre esse objeto.

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