Capitulo 1, Elaboração de um modelo dos problemas vocacionais;
O autor inicia a obra afirmando que há dificuldades na orientação vocacional por falta de um modelo teórico que permita uma divisão ampla, compreensiva e causau entre os fenômenos, além de distinguir os problemas vocacionais.
Segundo Bohoslavisky (p-40), vocação não é absolutamente inata, mas também adquirida. Afirma ainda que se continua pensando que as pessoas estão por algum motivo melhor preparadas para algumas tarefas que outras.
Para Bohoslavisky, há um erro na orientação vocacional que constitui em entender o homem como objeto de observação guiado sempre por especialistas. Sugere que deve-se para melhor compreensão, entender o homem como sujeito de comportamentos, deixando de se preocupar com o que os faz diferentes, mas olhar sua capacidade de decisão ou possibilidade de escolha.
Na visão filosófica do autor, o homem vai além da ciência porque excede os limites da mesma, vai além da ideologia e a questão psicológica e cientifica é responsável por modificar conceitos básicos na orientação vocacional.
Bohoslavisky, critica a fala filosófica de Lord Kalvin “ Quando não podemos medir, nosso conhecimento tem Carter pobre e pouco satisfatório”.
O autor como podemos perceber não é crente nas idéias difundidas pelos psicotécnicos. Segundo sua visão, os psicólogos estão acostumados a ver o que o adolescente é, sendo que o adolescente se preocupa com o que virá a ser, o autor afirma que a pessoa não é senão o que procura ser, mostra nessa afirmação que a orientação está muito ligada a formação de identidade. Sendo que o que sucede no processo de orientação vocacional tem relação com três componentes:

PESSOA_ ————- FUTURO
PESSOA _————- OUTRO

Bohoslavisky, divide o contexto social em esferas e ordens, onde as ordens são as instituições e as esferas são os produtos e processos culturais que se relacionam com todas as ordens.
Sendo que tudo que ocorre na relação PESSOA – FUTURO – OUTRO é resultante do contexto social mais amplo que os engloba em um sentido mais restrito da ordem institucional.
Há um momento em que o sujeito sai do sistema social do qual é elemento para converter-se em um outro.
O que o autor quer dizer é que o adolescente não e condicionado passivamente pela escola, família ou trabalho, ele não é moldado pela ordem, mas sim pela presença nela o molda. Sendo que o comportamento profissional do psicólogo está também moldado pela presença no sistema, para o adolescente o futuro é estar bem inserido no sistema produtivo.
Bohoslavisky, diz que o contexto social influencia diretamente nas relações de identificação, sendo que numa sociedade alienada é impossível obter gratificações proporcionais ao hobby realizando as atividades do trabalho.
O autor afirma que a educação é um meio para aderir um papel profissional ao adulto, receber instrução, forma e enriquece a função primordial não assumida do sistema louco a que se faz parte.
É preciso analisar o vinculo do outro (primário e secundário), pois o futuro implica em desempenhos adultos esse trata de um futuro personificado em que se quer ser como alguém. Deve-se estudar o que quer ser e não quem quer ser.
Para o autor, os verdadeiros problemas da orientação vocacional relacionam-se com “REALIZAR-SE”, “CHEGAR A SER” vinculando-se a objetos.
Bohoslavisky, afirma que a identidade profissional é um processo submetido às mesmas leis e dificuldades da identidade pessoal, isso elimina a idéia de que a vocação é definida, pré- estabelecida ou algo que se descobre.
Os problemas vocacionais devem ser entendidos como problemas de “persona” determinado por falhas, obstáculos ou erros no alcance da identidade pessoal.
A identidade ocupacional é perceptível ao longo do tempo e o papel é a conseqüência de ações aprendidas executadas por uma pessoa em sistemas.
A identidade ocupacional é pessoal e deve ser entendido como interação continua entre fatores internalizados e exteriores da pessoa.
O conceito de Ego involvements parece ser eficaz, pega objetos, pessoas e valores e converte-os em algo próprio e isso pouco a pouco constrói a identidade profissional.
A identidade ocupacional se relaciona com a corporal porque o espaço do Id está em todas as profissões.
A gênese ideal do EGO – > São as relações gratificantes ou frustradoras.
Identidade do grupo familiar – > Satisfação ou insatisfação dos pais e familiares significativos exercem o papel importante quanto a influência que recebem.
Identificação em grupos pares _> Atua como os grupos familiares, mas diferenciam-se com aquele porque nunca admitem ou são tomados como grupos negativos.
Identidades sexuais – > Ocupações mais ou menos masculinas ou femininas.
Crise de identidade na adolescência -> é a passagem, o reajustamento e nova forma de adaptação, o profissional será o orientador e seu trabalho consistirá em ser o moderador da crise na transição, não deverá contribuir para urgência em superá-la, mas moderá-la. “ eu sou eu, isso deve ser organizado em tempo – espaço – outro.
TEMPO – Projetos que sentem como se fossem suas aspirações próprias estimulativas;
ESPAÇO – Representações, esquemas corporais. O autor fala de projeto egoico onde o sujeito relaciona carreira com preocupações inconscientes.
OUTRO – Relações projetivas introjetivas em relação ao outro.
A identidade não emergirá ao final de um processo de orientação vocacional, mas o orientador que está diante de um adolescente que não sabe o que estudará está se defrontando com uma luta entre contradições.
Identidade negativa interfere na conquista da identidade ocupacional, é o produto das identificações com aspectos recusados pelos grupos e é composto do que o grupo espera do adolescente.
Desenvolvimento da identidade ocupacional envolve crescimento e desenvolvimento da vocação, exploração, auto conhecimento, gostos, interesses e ensaios. Além de estabelecimentos.
Vocação e reparação – variáveis independentes – > a escolha da carreira reparando um objeto interior.
Elaboração passa por três etapas.
Lamentação
Decepção, desesperação e desespero
Separação – rompimento e luto

Resumo Capitulo 2 O diagnostico em orientação vocacional – Contribuição para primeira teoria de estratégia diagnostica.

Bohoslavisky inicia o capitulo fazendo uma critica direta aos testes e o modelo psicrométrico avaliativo.
Afirma haver duas estratégias em orientação vocacional:
Tática – estratégica – Focada em aptidões e interesses, em contato com oportunidades existentes.
Técnica – Clinica – focada em entrevistas técnicas não diretivas preconizadas.

Diagnostico
Primeiro que não é uma resposta a pergunta: Quem é essa pessoa? O que acontece com ela? Porque escolheu primeiro a carreira ou trabalho.
Do primeiro diagnostico surge o prognostico relativo à orientabilidade. A partir daí o psicólogo deve formular a primeira estratégia de trabalho.
Explicitação do conjunto de instruções: Horários e honorários, trabalhos em comum e contrato; o primeiro diagnostico nada mais é que uma tentativa de aproximação.
Os problemas vocacionais são aqueles que envolvem por em jogo mecanismos de decisão frente as opções ocupacionais.
Primeira entrevista: O objetivo nesse ponto é a elaboração do primeiro prognostico, deve-se evitar que as perguntas impeçam a visão de como se configura a situação do entrevistado.
É de primordial importância a analise da primeira proposição formulada pelo entrevistado, pois ai está a problemática vocacional.
Ao fim da primeira entrevista estabelecem – se o contrato, porém, deve haver clareza por parte do profissional quanto ao primeiro diagnostico, caso contrario é extremamente importante a contratação de algumas entrevistas a mais. Nesse momento, explica se os testes, o valor instrumental e sobre o agente não mágico.
Na elaboração do primeiro diagnostico deve-se avaliar os critérios de elaboração:
1 Manejo de tempo; – “historicidade, presente, passado e futuro;
2 Operações que caracterizam a elaboração do comportamento numa situação de mudanças:
Seleção: Vinculo com objeto;
Escolha: Capacidade de estabelecer relações satisfatórias;
Disposição: Capacidade de suportar a ambigüidade e a insolvência de conflitos;
3 Ansiedade predominante; Classificar a ansiedade, o grau e o objeto a qual está ligada;
4 Carreira como objeto: Compreender o tipo de vinculo estabelecido com o objeto carreira relacionada com matérias que agradam;
5 identidade predominante: Comportamentos predominantes cognitivos do adolescentes, analise das atitudes;
6 Situações que o adolescente vive;
7 Fantasias e resolução: Expectativas frente ao processo de orientação vocacional. Diante da definição futura ( componentes transferênciais)
8 Deuteroescolha: Processo de como escolheu escolher o adolescente;
O prognostico em orientação vocacional; Característica primordial é o caráter funcional
Estrutura da personalidade: Define o modelo típico de relação do individuo com ambiente;
Manejo da crise do adolescente: Diagnostico das relações familiares e das situações de aprendizagem;
Histórico escolar: Esclarece o tipo de vinculo com situações de aprendizagem;
Histórico familiar: Prognostica os sistemas valorativos diante das carreiras, profissões e classe social. Identificações familiares;
Identidade vocacional e ocupacional: Foco no capitulo 1 do livro;
Maturidade para escolher.

Resumo dos capítulos 1 e 2 da obra Orientação vocacional – Estratégia clinica, de Rodolfo Bohoslavisky, encontrado no acervo da biblioteca municipal Sergio Milliet em São Paulo – SP.

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